WinnieTeca fecha ano com mil livros distribuídos

  • em 30 de dezembro de 2019

Dos movimentos que emergiram das redes sociais brasileiras, um deles provou que o Twitter, além de conectar pessoas, pode também capacitá-las e engajá-las para um mundo longe do racismo. A WinnieTeca liga quem precisa de livros a quem está disposto a doá-los. Mais de mil livros já foram despachados, inclusive de fora do país.

O projeto começou, de fato, em novembro de 2018, por meio de um blog mantido por Winnie Bueno, bacharel em direito e ativista dos movimentos sociais negros e feministas. O blog já havia ganho boa repercussão, tendo sido até batizado de “Tinder dos Livros”. Neste ano, porém, alcançou dimensões maiores, com a parceria com o Twitter e com o Instituto Gelédes da Mulher Negra.

Mesmo com o crescimento, a página manteve firme em sua sua proposta de promover mudanças e unir pelo compartilhamento de livros. A motivação para cria-la veio da família. “Isso sempre foi uma coisa que a vó sempre disse para a gente: ‘conhecimento é uma coisa que ninguém pode tirar”, disse a ativista, em um vídeo que está entre as suas primeiras postagens. “A WinniTeca surge um pouco do fragmento da minha história, e que circula conhecimento, circula afeto, circula uma série de energias que podem mobilizar o mundo”.

E mais: App modifica a relação entre pessoas e livros

Como participar?

O funcionamento é simples, tanto para doar quanto para receber um livro. Primeiro, claro, você precisa ter um perfil no Twitter habilitado a receber mensagens. Depois, você encaminha um recado à @Winnieteca, se identifica e explica porque você quer participar. O interessado em receber um livro deve explicitar também o nome da obra e do autor.

Com as informações, a WinniTeca buscará ligar os pontos – dar um “match” – entre doador e receptor.

@Winnieteca começa com o compartilhamento da leitura entre mulheres negras. A Winnie pedia livros para fortalecer sua mente contra o racismo. Agora você #PedeUmLivro para fazer parte da mudança. Nós acreditamos que a leitura pode construir um mundo menos racista”, diz um dos posts.

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