WhatsApp segue sem anúncios, por enquanto

  • em 22 de janeiro de 2020

Desde que comprou o WhatsApp, em 2014, o Facebook busca alternativas para que a plataforma de mensagens instantâneas gere maior receita. Uma das ideias mais discutidas, que é a venda de anúncios, já teria sido descartada, pelo menos no momento. A empresa até desmobilizou uma equipe que há mais de um ano estudava meios de integrar propagandas de terceiros ao serviço.

O Facebook não deixou claro o porquê da decisão, de acordo com apurações do The Wall Street Journal. O que se sabe é que a rede de Mark Zuckerberg planeja introduzir no WhatsApp novos tipos de interação com os usuários. E que essas interações, de alguma maneira, possibilitem acréscimos no faturamento da plataforma.

Os anúncios, de fato, nunca foram unanimidade na gestão da plataforma. A insistência para que um projeto do tipo prevalecesse teria motivado o desligamento da empresa de Jan Koum e Brian Acton, no fim de 2017. Os dois criaram o WhatsApp em 2009. Cinco anos depois, venderam para o Facebook por US$ 22 bilhões, mas permaneceram no projeto.

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Recuperar investimento

Koun e Acton concordavam que havia a necessidade de arrecadar com a plataforma de mensagens. Porém, defendiam que a monetização fosse realizada por uma cobrança do usuário. Já o Facebook queria oferecer espaços para publicidade, direcionada a cada conta, mas sem quebrar a criptografia. Não chegaram em um acordo.

Com os anúncios, por hora fora dos planos, Marck Zuckerberg pretendia justamente recuperar os US$ 22 bilhões investidos, o que na cotação atual giraria em torno de R$ 92 bilhões. Analistas acreditam que esse valor retornará à empresa, mais cedo ou mais tarde. Isto porque o WhatsApp está entre os serviços mais populares do Facebook Junto com o Instagram, apresenta taxas de crescimento maior do que a própria rede social homônima à companhia.

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