Veja como as startups chamadas “unicórnios” estão se movimentando para um modelo de capital participativo.

O mercado financeiro dita as regras sobre a economia de um país, ou região,e, além do mais, é um ponto que interfere diretamente nas movimentações de capital de pequenas a big empresas. Por isso, é necessário estar atento em valores e possibilidades de investimentos futuros.

Devido a possíveis instabilidades, especialistas do mercado financeiro norte-americano não recomendam que as startups demorem muito para abrir capital público. Segundo Bill Gurley, estas empresas não deveriam seguir os exemplos de instituições que se recusaram a olhar para o mercado público antes de atingirem a liquidez.

Esse ano o fechamento do valor de mercado das grandes empresas de tecnologia vai fechar abaixo do esperado. Uma das razões está atrelada à decisão da Federal Reserve System, que elevou sua taxa básica de juros pela quarta vez em 2018. Além disso, a instituição de mercado também alertou sobre o aumento mínimo do juros para o início do ano. Paralelo a isso,, é preciso colocar no radar também os prejuízos causados por quedas nas ações das principais empresas de tecnologia do mundo nos últimos seis meses.

De um lado podemos ter investidores com “sangue nos olhos” para apostar em uma grande oportunidade. Porém, qualquer indicador publicado ou previsto sobre os números do mercado pode ser crucial para as futuras negociações.

Em contraponto, apesar do cenário de incertezas, empresas como Uber, Lyft, Slack e Pinterest, entre outras, estão movimentando para abrir mercado e se tornarem uma empresa pública. Segundo dados extraídos pelo WSJ, outras 38 startups consideradas “unicórnios” abriram capital e,, de acordo com a estimativa, este número deve aumentar no próximo ano.

Kathleen Smith é diretora da Renaissance Capital – banco de investimentos focado em mercados emergentes – e gerente de suas operações de fundos negociados em bolsa, o IPO (Oferta Pública Inicial), e aposta que não está no radar dos investidores as grandes negociações nos primeiros meses do ano e por isso não é possível ver muitos roadshows devido aum mercado “fechado” e transações comerciais lentas.

“Em tempos normais, final de janeiro e durante fevereiro e março, tornam-se muito ativos, mas ainda não se compara ao movimento comum do mercado.. Eu posso afirmar de outras vezes que vimos um mercado como este que terá um impacto sobre a atividade de IPO ” disse Smith.

Caso se confirme a fraqueza do mercado, será muito difícil fazer com que o investidor aposte em novos empreendimentos, tornando-se assim um empecilho para as startups unicórnios, caso o extremo aconteça e o dinheiro seque. Mas, à medida que os acionistas do mercado público começam a se sentir menos afluentes e mais avessos ao risco, eles começam a resgatar suas ações.

Neste momento é importante que as startups estejam consolidadas, com métricas elevadas, abertas para a participação no mercado e continuarem almejando o crescimento para que os investidores enxerguem o potencial da empresa.

“Talvez possamos entrar 2019 e tudo estará bem”, diz Lise Buyer, fundador da Class V Group, uma empresa de consultoria para IPOs. “Mas, na medida em que os investidores forem mais seletivos, eles buscarão a rentabilidade e analisarão as avaliações que essas empresas fizeram quando eram privadas”. Então, eles farão sua própria matemática.

Se o mercado está realmente mudando, os acionistas do mercado público “não se importam com as avaliações que as empresas tiveram quando eram privadas”, diz Buyer. “Eles só irão pagar o que realmente estão dispostos a pagar” Completa.

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