União Europeia propõe diretrizes éticas para a Inteligência Artificial

  • em 9 de abril de 2019

A ficção científica, em geral, não costuma ser muito positiva em relação à Inteligência Artificial (IA). Em alguns momentos a vê, inclusive, como um possível exterminador do futuro, como nos filmes com esse tema. Essa preocupação na ficção é reflexo de uma desconfiança real que o ser humano, em geral, possui ao olhar para a Inteligência Artificial, que já faz parte dos nossos dias, principalmente com o advento da indústria 4.0. Avaliando a necessidade de desenvolvimento tecnológico seguro, a União Europeia (UE) propõe testes de diretrizes éticas para aplicar no desenvolvimento da inteligência artificial, lançando um programa chamado European Al Alliance, onde os participantes poderão interagir e ter suporte de especialistas.

É impossível não pensar, ainda dentro do campo da ficção, em Isaac Asimov que elaborou três leis da robótica: 1ª – Um robô não pode ferir um ser humano, ou deixar que ele se fira por inação; 2ª – Um robô deve obedecer a ordens dadas por seres humanos, desde que não entrem em conflito com a 1ª lei; e 3ª – Um robô deve proteger sua existência, desde que isso não entre em conflito com as leis anteriores. A primeira das diretrizes propostas pela UE parece ir nessa direção: Os sistemas de Inteligência Artificial deverão prestar suporte para a agência humana e os direitos humanos fundamentais, não devendo ser autônomos em relação a eles.

Além disso, estão entre as diretrizes que, para que o humano possa confiar nos algoritmos dos sistemas de inteligência artificial, eles devem ser seguros e robustos para lidarem com erros e inconsistências. Outra questão é a privacidade dos dados dos cidadãos, que não devem ser usados contra eles além da transparência dos sistemas, que deve ser garantida. Acessibilidade e preocupação com uma sociedade melhor também estão previstas no código de ética – os sistemas de inteligência artificial devem considerar necessidades e habilidades humanas para assegurar a acessibilidade e devem contribuir para mudanças sociais positivas, tendo em vista a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

Sobre a iniciativa, no site da UE o VP da Digital Single Market, Andrus Ansip, declarou: “A dimensão ética da inteligência artificial não é um luxo, ou um adicional. É apenas com a confiança da nossa sociedade que podemos nos beneficiar plenamente com as tecnologias. Uma inteligência artificial ética é uma proposta em que todos ganham, e essa iniciativa pode se tornar uma vantagem competitiva para Europa: se tornar líder em uma IA centrada no humano, na qual as pessoas podem confiar.”

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