Tratamento da Covid-19 a caminho? Estudo do Ministério da Ciência aponta bons resultados

  • em 20 de outubro de 2020

Um estudo clínico apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) pode estar saindo na frente em relação à comprovação dos medicamentos capazes de reduzir a carga viral da Covid-19.

O estudo teve a participação de 1.575 voluntários em 7 cidades do país, e os resultados foram anunciados, em Brasília, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e está aguardando a publicação em revista internacional para apresentar mais dados.

De acordo com o Ministro, a medicação nitazoxanida – conhecida como Annita – reduz a carga viral de covid-19 em pacientes. Pontes foi um dos voluntários da pesquisa, tendo sido diagnosticado com a doença em julho. A nitazoxanida é um vermífugo de baixo custo.

Segundo Pontes, durante coletiva concedida no Palácio do Planalto, as pesquisas realizadas com pacientes já diagnosticados com o novo coronavírus e que utilizaram a medicação apontaram que o remédio “reduz o contágio, reduz a carga viral e diminui a probabilidade da pessoa aumentar os sintomas”. Porém, o ministro não deu detalhes sobre os resultados das pesquisas, que ainda serão revisados antes de serem aceitos por um periódico científico internacional.

Ele ressaltou ainda que o uso do remédio não é preventivo, mas sim aplicável apenas a casos já diagnosticados da doença. O ministro mencionou ter sido um dos voluntários da pesquisa e alegou que “é importante participar”. Ainda, disse ter sofrido com a morte de amigos pela covid-19 e espera que o uso da nitazoxanida possa ajudar a reduzir o avanço dos quadros para situações graves da doença.

Enquanto titular do ministério da Ciência e Tecnologia, Pontes declarou que seu trabalho já foi feito. Agora, anunciou, a responsabilidade sobre outras pesquisas com a medicação ficarão sob a batuta do Ministério da Saúde.

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As pesquisas com os voluntários foram feitas em modelo chamado “duplo cego”. Isso significa que nem os voluntários e nem os médicos que participaram sabiam qual substância foi administrada nos pacientes: se foi o placebo ou a nitazoxanida.

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CoronavírusNotícias

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