Coronavírus: Startups ajudam companhias a contratar durante pandemia

startups ajudam empresas a contratar

A partir de soluções digitais, empresas como Levee, Jobecam, Gupy e Acesso Digital conseguem ajudar aplicativos de delivery e empresas de saúde a contratar durante a crise

Além da saúde, uma das principais preocupações relacionadas à pandemia do coronavírus é a economia e os empregos. A partir das medidas de isolamento social e do fechamento dos comércios durante esse período, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que até 195 milhões de empregos acabem no mundo. Inclusive, os efeitos da crise já começam a serem sentidos no Brasil, uma vez que a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) estima que as demissões no setor já tenham atingido entre 600.000 e 800.000 trabalhadores em todo país.

Devido ao fato das pessoas estarem passando mais tempo dentro de casa e com o aumento do regime de home office, o número de contratações em companhias de comunicação digital aumentou em 26% durante o mês de março. O número de vagas de empresas do segmento de lazer e brinquedos também teve aumento em 33%. Apesar do número de vagas de determinados segmentos terem aumentado, as empresas precisam se adequar à um novo modelo de recrutamento que minimize as chances de transmissão do vírus. Por esse motivo, entrevistas por vídeos e seleções automatizadas de currículo ganham cada vez mais espaço nesse novo cenário que o país vive.

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A startup brasileira de recrutamento Levee percebeu uma demanda maior agora de setores em que antes havia maior dificuldade de entrar, como os supermercados. A companhia, que usa uma tecnologia de machine learning para analisar milhares de currículos, é especializada em preencher vagas que pagam de um a três salários mínimos. Com o coronavírus, a startup abriu uma ferramenta de processo seletivo por vídeo e passou a intermediar também a contratação de profissionais temporários. Em março, registrou um aumento de oito vezes no número de vagas abertas por supermercados na sua plataforma.

Quem notou uma demanda maior também foi a startup Jobecam, fundada em 2016 pela brasileira Cammila Yochabell. A empresa foi fundada com o objetivo de  organizar processos seletivos feitos de maneira totalmente digital. Sua plataforma permite a candidatura em vídeo, a realização de entrevistas por videoconferência e até mesmo a realização de dinâmicas de grupo remotamente. Entre os clientes da empresa, estão companhias como Oracle, Sicoob e Raízen.

Outra startup que teve sua atuação ampliada foi a mineira Yellow.rec. Com um sistema de gestão próprio, uma fantástica experiência do candidato e processo seletivos ágeis, virou a chave do dia para a noite ao modelo de trabalho home office e tem focado seus esforços na atração de profissionais para mercados como tecnologia, agronegócios, logística e mineração. Essa semana divulgaram vagas para uma multinacional coreana, conhecida pelos testes rápidos para o Covid-19.

Em março, o governo federal anunciou a abertura de um edital extra do Mais Médicos para contratar 5,8 mil profissionais de saúde. Na rede privada, o hospital Albert Einstein abriu 1,2 mil vagas temporárias por causa do surto. A Prevent Senior já contratou 400 profissionais extras, enquanto o Hospital Alemão Oswaldo Cruz já contratou 200 novos profissionais e está em processo seletivo para a admissão de mais 150.

Pensando em formas de ajudar em meio à pandemia, no começo de março, a Jobecam passou a oferecer o serviço de recrutamento em vídeo gratuitamente para todas as empresas brasileiras. No final do mês, a empresa se uniu a outras startups de recrutamento e seleção para auxiliar os hospitais de forma rápida e gratuita. O movimento, chamado de “Contratando pela Saúde”, é uma parceria entre Jobecam, Gupy e Acesso Digital.

Os hospitais que quiserem usufruir do auxílio das empresas podem se inscrever na plataforma da Gupy solicitando atendimento. Os pedidos estão passando por uma triagem, e os hospitais com maior demanda estão sendo priorizados. A startup organiza a divulgação das vagas e sua inteligência artificial ajuda os hospitais a encontrar os melhores candidatos para as posições. A expectativa é que a ação facilite a contratação dos médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas necessários durante o surto da doença.

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