SpaceX envia mais 60 satélites Starlink à órbita em seu 18º lançamento do ano

  • em 19 de outubro de 2020
SpaceX

A SpaceX, empresa do magnata Elon Musk, acaba de fazer mais um lançamento do projeto Starlink, levando à órbita da Terra mais um lote de 60 unidades. Este foi o 18º lançamento que a empresa realizou em 2020, marcando também o 95º voo do foguete Falcon 9, até então.

Menos de dez minutos depois, o primeiro estágio do foguete retornou à Terra conforme esperado, pousando na embarcação da SpaceX no Oceano Atlântico de maneira suave, para que seja recuperado e reutilizado. Este booster já conta com seis lançamentos e pousos em seu histórico, com esta aterrissagem sendo a 62ª vez em que a empresa de Elon Musk recupera um primeiro estágio de um Falcon 9 desde que o fez pela primeira vez, em 2015.

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Agora, já são cerca de 835 satélites Starlink lançados, e a SpaceX segue firme e forte rumo à sua constelação que prevê um total inicial de 12 mil unidades, tendo ambição, na verdade, de chegar ao número de 30 mil. Passar de 800 unidades é um marco importante, pois a empresa previa que, com entre 500 e 800, já poderia começar a testar sua conexão de internet banda larga de alta velocidade e baixa latência ao redor do mundo — na verdade, testes em fase beta privado já vêm acontecendo, e a velocidade da conexão já passa dos 100 Mbps, sendo que Musk prometeu que a conexão Starlink atingirá velocidades de até 1 Gbps por usuário, com a latência ficando abaixo dos 20 ms.

Para quem não está por dentro, o projeto Starlink tem como objetivo criar uma megaconstelação de satélites para oferecer tal internet a toda a extensão do planeta, o que beneficiará, em especial, pessoas em áreas remotas e isoladas. Contudo, tamanho aumento repentino da quantidade de satélites ao redor da Terra traz problemas: a passagem dos Starlink vem prejudicando observações astronômicas praticamente desde que a SpaceX lançou seu primeiro lote, em maio do ano passado.

Esse problema acontece pelo fato de que os satélites, enquanto elevam sua órbita, refletem muita luz solar, aparecendo como trilhas de pontos brilhantes no céu noturno. Ou seja: eles acabam sendo vistos a olho nu, aparecem em fotografias de longa exposição e, obviamente, também impactam as observações noturnas de telescópios, e até mesmo ameaçam a nossa busca por asteroides potencialmente perigosos.

Elon Musk se mostrou preocupado em resolver o problema que causou, ainda mais considerando que instituições de peso no meio científico, como a União Astronômica Internacional (IAU), por exemplo, se manifestaram alertando o mundo para o perigo que o brilho dos satélites representava à astronomia. Sendo assim, a SpaceX testou um revestimento escuro nos satélites, chamado DarkSat, e em seguida aprimorou a medida com o que chamou de VisorSat, aplicando visores em determinadas partes dos equipamentos para desviar a luz refletida. No entanto, tais medidas ainda não se provaram suficientes para resolver o problema.

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