Conheça 7 soluções inovadoras que estão ajudando a combater o coronavírus

Conheça 7 soluções tecnológicas

O novo coronavírus se tornou um desafio para a população do mundo todo. Devido ao fácil contágio, a humanidade precisa estar em alerta e se isolando em suas casas. Apesar disso, uma série de soluções tecnológicas está ajudando os médicos e as autoridades em saúde a controlar a doença, reduzindo o impacto negativo que ela traz.

Para listarmos exemplos de como a inovação está ajudando nesse momento, não é preciso ir muito longe. No Brasil, há algumas iniciativas que foram desenvolvidas e estão servindo de referência para outros países.

Por isso, conheça 7 iniciativas adotadas no Brasil e no mundo para conter o avanço da Covid-19.

1. Teste rápido

Pesquisadores da Unicamp em parceria com a USP estão desenvolvendo um teste rápido para Covid-19, capaz de confirmar a infecção em cinco minutos. A previsão é de que o produto esteja disponível já em maio.

Para criar o exame, os cientistas buscaram as “impressões digitais” do vírus.Ou seja, identificaram as moléculas que existem na doença com a ajuda de um programa de inteligência artificial.O produto custa R$ 40, a metade do valor dos equipamentos importados.

2. Sequenciamento do vírus

Enquanto outros pesquisadores têm levado em média 15 dias para obter o sequenciamento genético do coronavírus, um grupo de cientistas brasileiros apresentou este resultado em apenas 48 horas. O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP).

Com o sequenciamento completo em mãos, a ciência e a medicina ganham um importante aliado. Ele fornece informações sobre o vírus capazes de ajudar na produção de vacinas, na criação de tratamentos e no desenvolvimento de diagnósticos mais precisos.

3. Ventiladores pulmonares

Pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lançaram um protótipo de ventilador pulmonar mecânico para ser reproduzido em massa com recursos disponíveis no mercado nacional.

O trabalho contou com a cooperação de estatais, empresas privadas e fundações em contatos feitos a partir das redes sociais. Por ter uma função emergencial, o aparelho do Coppe não atende todos os requisitos de um equipamento comercial, mas conta com os dispositivos de segurança, como alarmes para avisar a falta de oxigênio, energia ou outros aspectos que podem colocar a vida dos pacientes em riscos.

O ventilador pulmonar da Coppe passou nos primeiras avaliações e deve ser testado em pacientes ainda na primeira quinzena de abril. Se aprovado, o instituto produzirá mil peças. Cada uma custará R$ 5 mil. Os equipamentos similares comerciais chegam a valer R$ 100 mil.

4. Triagem virtual no SUS

Para atender a população com informações seguras sobre o novo coronavírus, o Ministério da Saúde lançou um aplicativo exclusivo chamado Coronavírus – SUS. A plataforma apresenta descrições de sintomas, dicas de prevenção, formas de transmissão e um mapa com as unidades de saúde disponíveis.

Além disso, o aplicativo permite que a pessoa faça uma espécie de triagem virtual e descubra se pode ser um caso suspeito. O usuário responde a perguntas sobre seus sintomas e o aplicativo indica a possibilidade de ele estar com a doença.

O aplicativo está disponível para Android e iOS.

5. Controle social de cidadãos

A China também apostou nos aplicativos para combater o avanço do coronavírus, mas com uma proposta bem mais ousada e polêmica. Com o software, o governo central controla onde cada cidadão esteve ou com quem manteve contato. Se a pessoa se aproximou de um paciente com coronavírus ou frequentou um local de risco, o aplicativo determinará que ela busque um check-up médico e fique em quarentena. Caso ela desrespeite a determinação, a polícia pode ser acionada.

Responsável por adotar uma das estratégias mais bem sucedidas na guerra contra o Covid-19, a Coreia do Sul também monitora a localização dos pacientes, controlando para que ele não saia do seu espaço de isolamento.

6. Robôs aliados

A revista Science Robotics fez o alerta: a crise do coronavírus chamou atenção para a necessidade de explorar o potencial dos robôs no combate às pandemias. A publicação aponta a possibilidade de eles serem usados para atividades que vão desde a desinfecção de ambientes como hospitais, evitando a disseminação do vírus, até o controle de fronteiras. Também podem fornecer medicamentos e alimentos, além de medir sinais vitais, contribuindo para reduzir os contatos entre pacientes e outras pessoas.

Essa última aplicação foi usada de forma limitada na China e pode se tornar um recurso no Brasil. Pesquisadores da USP, de São Carlos, desenvolveram um protótipo capaz de fazer o fornecimento de produtos para infectados. A ideia aguarda apoio financeiro para virar realidade no país.

7. Drones faxineiros

Sem dar conta de fazer a desinfecção de todas as ruas das cidades com foco da doença, os chineses apelaram para os drones. Os equipamentos fazem o sobrevoo para aplicar produtos de limpeza e diminuir os riscos de contágio. A técnica se espalhou por outras cidades – no Brasil, capitais como Porto Alegre já fazem experimentos similares.

A Espanha recorreu aos drones para convencer os cidadãos a manterem o isolamento social. Em áreas onde há o desrespeito significativo à quarentena, os equipamentos dão avisos sonoros para que as pessoas fiquem em casa.

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