Setor imobiliário se fortalece com o crowdfunding

  • em 1 de julho de 2019

Em meio a crédito escasso para empreendedores e opções pouco rentáveis para investidores, o setor imobiliário encontrou no meio digital uma rota de fuga. O chamado crowdfunding vem ganhando cada vez mais adeptos, mobilizando milhões para quem constrói e prometendo retorno de até 14% para quem aplica.

A adesão, de fato, vem sendo crescente, sobretudo do pequeno investidor. A justificativa está nos valores baixos. Já existem plataformas onde é possível investir a partir R$ 1 mil. As mais utilizadas são a Urbe.me, Inco, Bloxs e Glebba. Em 2019, outras foram inauguradas e receberam o aval da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), entre elas a Finco Invest, a Cityfund, o Upangel e o Thinvest.

Pelas regras da CVM, o pequeno investidor, com renda bruta anual de até R$ 100 mil, pode aplicar até R$ 10 mil por ano. Não há limites, porém, para os investidores qualificados, com patrimônio que ultrapasse R$ 1 milhão.

Cada plataforma possui regras próprias. Em algumas, é possível o investimento só uma vez. Outras permitem a captação ao longo de todo o projeto, que pode ser edifício residencial, comercial, condomínios, galpões, e por aí vai.

A Urbe.me, por exemplo, oferece desde apartamentos do “Minha Casa, Minha Vida”, até edifícios de alto padrão, localizados nas cindo regiões do país. “Para nós, o importante é olhar a performance histórica da incorporadora, analisar o seu perfil de crédito e se o produto é adequado”, diz Lucas Obino, CEO da empresa, em entrevista para o portal Exame.

As plataformas cobram uma taxa de intermediação da plataforma junto às incorporadoras dos projetos. Elas não cobram nada dos investidores.

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Riscos

A alta rentabilidade, que chega a 200% do CDI, vem junto com os riscos das aplicações. O retorno dependerá da valorização do imóvel. Se ela vier, tudo certo. Se não, os juros ganhos serão menores dos que foram inicialmente previstos. Há ainda o risco, claro, de o projeto não vingar e a incorporadora não ter como honrar o financiamento. Nesses casos, diferente das letras de crédito imobiliário (LCI), o investidor não é resguardado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

“No caso de a construtora ficar inadimplente e não pagar o empréstimo, ele corre o risco de perder o principal”, diz Obino.

 

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