Sem Parar amplia rede de negócios para além dos pedágios

  • em 21 de agosto de 2019

Nascido para aliviar o estresse de motoristas, que enfrentavam filas em pedágios, o Sem Parar busca agora se fortalecer como prestador de serviços urbanos para além das estradas. Depois de conquistar 5,5 milhões de clientes pelo Brasil com um sistema próprio de pagamento automático , a empresa quer também ser reconhecida por ofertas como drive-thrus, postos de combustível a e até lava-rápidos.

A proposta de ampliar o leque de atuação saiu de fato do papel com a chegada do CEO Fernando Yunes, em março do ano passado. De lá para cá, a empresa conseguiu se associar, por exemplo, a 300  drive-thrus da rede McDonald’s, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo. Chegou a 150 lava-rápidos e a 650 postos, espalhados pelo país. Também conseguiu instalar os seus aparelhos em 54 mil carros da Movida.

“Antigamente, o nosso propósito era ser um meio de pagamento para motoristas em pedágios. Era algo bem pragmático. Agora a gente revisou. Queremos ser uma máquina de ganhar tempo para as pessoas”, diz Yunes, em entrevista para a Época Negócios.

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Parcerias e contratações

Para o segundo semestre, além de aumentar essa rede de parcerias, a empresa planeja lançar um aparelho para motociclistas e fechar um grande acordo com a Nissan. Ela pretende que todos os carros da montadora no Brasil sejam entregues com a máquina do Sem Parar já instalada.

Yunes explica que as mudanças vieram com investimentos em tecnologia e contratação de pessoas especializadas em varejo e serviços. Nos últimos meses, vieram para a Sem Parar executivos de empresas como Magazine Luiza, Kroton Educacional, Nespresso, Vivo, Alelo e Dasa. “Mapeamos as empresas líderes de segmento e fomos atrás de talentos”, disse o CEO. “A máquina está montada e azeitada para os projetos serem acelerados.”

A mudança estará inclusive na nova sede, cuja inauguração está prevista para novembro. “Contratamos o escritório de arquitetura responsável pela sede do Nubank para ficar com ‘cara’ de startup, de empresa digital. Isso ajuda na transformação da cultura.”

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