Robótica ameaça 20 milhões de empregos até 2030

A presença de robôs em nosso cotidiano há muito deixou de ser prognóstico de literatura científica. Na contramão das facilidades que eles possibilitam, que não são poucas, existe a ameaça real ao trabalho de muitas pessoas. A estimativa é que já em 2030 as máquinas ocupem 20 milhões de vagas hoje oferecidas na indústria.

A previsão está em um estudo divulgado nesta quarta-feira, dia 26, pela Oxford Economics, instituição de pesquisa da Inglaterra. Os empregos ameaçados são justamente os que exigem baixa qualificação profissional. A vacância atingiria muitos trabalhadores de países em desenvolvimento, o que reduziria a renda ali gerada, agravando ainda mais a condição econômica e social dessas localidades.

“Os trabalhos que requerem funções repetitivas são os mais afetados”, diz a introdução do estudo, divulgado pela Agence France-Press (AFP). A tendência é que, além da indústria, a automação se expanda ainda mais pelos serviços. Os carros autônomos, por exemplo, têm potencial para em algum tempo substituírem motoristas de táxis e aplicativos.

O relatório, porém, sinaliza um alento a alguns setores. “Os empregos em entornos menos estruturados e que demandam compaixão, criatividade ou inteligência social provavelmente serão realizados pelos humanos nas próximas décadas”.

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Fórum Econômico Mundial

O alerta não chega a ser novidade. Universidades, institutos de pesquisa e órgãos multilaterais já vinham divulgando perspectivas parecidas. O Fórum Econômico Mundial publicou, anos atrás, um relatório com indicadores para 2020. Segundo ele, até dezembro serão, em todo mundo, 5 milhões de empregos eliminados pela automação.

“Para evitar um cenário de pior, em que a mudança tecnológica é acompanhada por escassez de talentos, desemprego em massa e desigualdade crescente, a requalificação e melhoria das competências dos trabalhadores de hoje será fundamental”, já dizia o economista alemão Klauss Schwab, um dos fundadores do Fórum, lá em 2016.

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