Robôs pressionam renda dos trabalhadores americanos

  • em 2 de outubro de 2019
robôs

Que a automação vem melhorando os processos produtivos quase ninguém duvida. Poucos discordam também que as tecnologias baseadas em algoritmos e Inteligência Artificial (IA) trouxeram facilidades indiscutíveis para as rotinas das grandes cidades. O preço dos avanços, porém, já aperta no bolso de muita gente. Ao longo dos anos, a crescente presença de robôs nas linhas de montagem e de atendimento diminuiu a renda dos trabalhadores nos Estados Unidos.

A correlação, que para muitas analistas não chega a ser surpreendente, foi identificada por economistas do Federal Reserve, sediado na cidade de São Francisco, Califórnia. Eles explicam que, apesar da taxa de desemprego ser de apenas 3,7%, a menor nos últimos 50 anos, a participação de mão de obra humana nas receitas das empresas caiu de 63%, em 2000, para 56%, em 2019.

“As empresas agora têm mais opções para otimizar posições difíceis de preencher do que no passado”, escreveram os economistas Sylvain Leduc e Zheng Liu, em relatório do banco, divulgado pela Bloomberg. “Com o rápido avanços da robótica e IA, os robôs podem realizar mais trabalhos e tarefas que exigiam habilidades humanas em apenas alguns anos”.

A presença dos robôs, segundo os economistas, teria inibido os trabalhadores a pedirem aumentos salariais. O temor é que, ao pleitear maiores ganhos, os patrões pesariam os custos e os demitiriam, já que a concorrência com as máquinas aumentou.

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