Mundo conhece o primeiro robô “vivo”

  • em 15 de janeiro de 2020

Na corrida pelo desenvolvimento da robótica, uma nova fronteira foi alcançada nesses primeiros dias de 2020. A Universidade de Vermont, dos Estados Unidos, apresentou um robô confeccionado em células vivas. O chamado Xenobot, de apenas um milímetro de largura, seria o mais próximo de um organismo animal que uma peça de automação teria chegado.

O anúncio, postado na página da instituição, transcreveu o entusiasmo de quem esteve à frente do projeto. “Essas são novas máquinas vivas”, diz Joshua Bongard, um dos especialistas. “Eles não são um robô tradicional nem uma espécie conhecida de animal. É uma nova classe de artefato: um organismo vivo e programável”.

O batismo da pequena máquina remete ao anfíbio que serviu de base para a criação, que é a rã-de-unhas-africanas, cujo nome científico é Xenopus laevis. Com uma pinça e um eletrodo, as células-tronco colhidas em embriões da rã foram montadas a partir de um protótipo criado em computador.

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Aplicações do robô

Os Xenobots possuem um algoritmo que permite programar as máquinas para se locomoverem e transportarem substâncias. São funções simples, mas muito úteis em situações onde há risco à vida humana. Na medicina, por exemplo. Os robôs podem trafegar pelas artérias e desopilar camadas de gordura, eliminando riscos cardíacos.

A vantagem desse tecido celular, de acordo com os pesquisadores, é que ele não se transforma em resíduo, como o aço ou o metal. “Esses Xenobots são totalmente biodegradáveis”, diz Bongard. “Quando terminam o trabalho após sete dias, são apenas células mortas da pele”.

Os pequenos robôs também são capazes de se regenerar. Quando partidos, eles conseguem se reorganizar e continuar funcionado, como se fossem células mesmo. “Isso é algo que você não pode fazer com máquinas típicas”, afirmou Bongard.

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