Rim transportado via drone é transplantado nos Estados Unidos

  • em 3 de maio de 2019

Uma nova etapa na história do transplante de órgãos começou em abril, com a primeira entrega, via drone, de um rim em Baltimore (Maryland, EUA). O drone transportou o órgão por cerca de 2.6 milhas (aproximadamente 4,2 km) em 10 minutos, de acordo com o jornal Baltimore Sun. O destino era o University of Maryland Medical Center (UMMC), onde foi transplantado em Trina Glispy, uma mulher de 44 anos, que há oito esperava por um rim.

O drone usado no processo foi construído especificamente para essa tarefa, com hélices e motores de reserva, baterias duplas, e até paraquedas. Todo esse suporte foi feito por precaução, caso a aeronave falhasse. Dois pilotos acompanhavam a ação, preparados para executar planos de voo emergenciais caso algo não saísse como o planejado. Além disso, o próprio drone monitorava a caixa onde estava o rim, fornecendo informações em tempo real sobre o órgão como a temperatura, por exemplo.

Antes de realizar o voo que resultou no transplante, o equipamento foi testado carregando outros materiais biológicos, como sangue, por exemplo, e voou em 44 testes somando mais de 700 horas no ar. O projeto tem cerca de 3 anos e conta com um time de médicos e especialistas em aviação e engenharia. A iniciativa é liderada pelo Dr. Joseph R. Scalea, professor assistente de cirurgia na Universidade de Maryland, e o responsável por realizar o transplante com auxílio de outros dois cirurgiões do UMMC.

Dr. Scalea declarou para o The New York Times, que o pontapé para o projeto foi a constante frustração com órgãos que demoravam para chegar até os pacientes. E o tempo é um fator precioso nesse tipo de operação, já que o órgão se torna menos saudável a cada minuto que passa fora de um organismo.

De acordo com a United Network for Organ Sharing, organização que administra transplantes nos Estados Unidos, 1.5% dos órgãos não chega até o destino e 4% atrasam em duas horas ou mais. E, em 2018, segundo a mesma entidade, cerca de 114 mil pessoas estavam na lista de espera de órgãos no país.

Sobre o delivery via drone, Dr. Scalea afirmou: “nós podemos monitorar em tempo real. É como um Uber para órgãos”. O próximo passo, segundo ele, é trabalhar para aprimorar a aeronave, para que ela voe mais longe e mais rápido.

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