Rede colaborativa impulsiona cenário de inovação

  • em 1 de outubro de 2019
startup rede

Poucos discordam que a inovação é chave para o desenvolvimento econômico de um país. Outro consenso é que ela só é possível com o fortalecimento de um espaço colaborativo, envolvendo setor público, universidades e empresas, das grandes às startups. O assunto permeou os debates da Conferência ANPEI de Inovação, encerrada na última sexta-feira, na cidade de Foz do Iguaçu.

Em um dos painéis, Vinicius Roman, diretor técnico da Neo Ventures, apostou na criação de redes, sobretudo ligando startups às empresas tradicionais. Elas possibilitariam que as boas ideias construídas na primeira sejam bem recebidas e compreendidas pela segunda. “Às vezes, é difícil para uma startup entender que uma empresa tem processos mais longos. Para uma grande companhia, aceitar que o erro é comum também pode ser complicado”, explica o empreendedor, em cobertura da Época Negócios. “Para um ecossistema dar certo, cada um precisa entender suas especificidades.”

A ideia da rede é bem aceita, inclusive, por agentes do poder público. “Quando a empresa está conectada em uma rede, ela reduz o tempo de resposta e consegue resolver os seus problemas de forma mais rápida e efetiva”, disse Marcos Vinicius Souza, subsecretário de Ciência e Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

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Rede Amplificada

Uma rede ampla permite, inclusive, melhorar a produtividade das pessoas. “Colaboração significa aumento de capacidade e habilidade”, diz por Raj Thampuran, conselheiro da A*Star, agência de pesquisa e inovação de Cingapura. “As empresas não precisam perder tempo em montar times todas as vezes que querem criar algo novo.”

A conferência contou também com a participação de Jacob Paulsen, diretor de ciência e inovação da Embaixada sueca no Brasil. Em sua trajetória, Paulsen ajudou universidade e centros de pesquisa ligado a indústria a desenvolverem programas de inovação. O executivo traçou paralelo entre os cenários europeu e brasileiro. “O Brasil tem produzido muitas pesquisas, mas as companhias ainda não investem o suficiente nessa área”.

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