Boticário vai investir em reconhecimento facial

  • em 11 de novembro de 2019

Com o faturamento anual de R$ 13 bilhões e mais de 4 mil lojas espalhadas pelo Brasil, o Grupo Boticário, uma das principais redes de cosméticos do país, tem trabalhado em recursos tecnológicos e apostado em inteligência artificial (AI) para que o usuário tenha novas experiências. A mais recente iniciativa da empresa nesse sentido é o investimento em reconhecimento fácil.

O presidente do grupo, Artur Grynbaum, em entrevista ao Estadão, disse que o Boticário está trabalhando na identificação do consumidor, logo quando ele entra na loja, para que a consultora possa fazer uma abordagem mais assertiva. “Temos de enriquecer nossas bases atuais, para saber mais sobre o perfil do consumidor e oferecer a ele coisas que tenham mais relação com as necessidades dele”, enfatiza.

O projeto está sendo desenvolvido e testado pelo BotiLabs, laboratório de inovação do Grupo, e a ideia é que o atendente já saiba quem é o cliente, a partir das informações que ele receber no celular. E ainda que já conheça o histórico de compras e quais produtos ele tem buscado no site, por exemplo.

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AI

No início do ano, o Grupo Boticário, já inclusive, desenvolveu um perfume produzido a partir de inteligência artificial, que cruzou dados sobre fórmulas de perfume, possíveis ingredientes, história da perfumaria e taxas de aceitação e rejeição dos consumidores da marca. “Fizemos a linha Egeo, que foi lançada em maio. Mas a inteligência artificial fica mais rica a partir das perguntas que você formula para a base de dados responder. Eu diria que esse nem foi o primeiro passo, foi a primeira ‘andadinha de pé’. A ideia é trazer produtos que sejam realmente inovadores e que tenham benefícios para o consumidor”, destacou.

Artur reforça, porém, que a utilização dos dados é um grande desafio. “Temos de enriquecer nossas bases atuais, para saber mais sobre o perfil do consumidor e oferecer a ele coisas que tenham mais relação com as necessidades dele. A customização foi substituída pela personalização da oferta ao consumidor”, ressalta.

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