Pele de silicone amplia o uso da Realidade Virtual

  • em 27 de novembro de 2019

O desenvolvimento de peles artificiais, cujos testes seguem acelerados, expandirá a experiência dos usuários de Realidade Virtual. A correlação das tecnologias vem sendo estudada na Universidade Northwestern, dos Estados Unidos, e na Universidade Politécnica de Hong Kong. Pesquisadores das duas instituições criaram uma pele de silicone conectada a 32 sensores, que consegue transmitir ao corpo sensações estimuladas digitalmente.

A nova pele, descrita em artigo publicado pela revista Nature, não tem fio nem bateria. Ela é recarregada por indução magnética, já presente em alguns modelos recentes de smartphones. O protótipo é pequeno, com 15 cm de largura, mas a ideia é recriá-lo no tamanho que se adeque às diversas aplicações da Realidade Virtual.

“Em comparação aos olhos e ouvidos, a pele é uma interface sensorial relativamente pouco explorada para a tecnologia de Realidade Virtual que, no entanto, poderia aprimorar muito as experiências em nível qualitativo, com relevância direta em áreas como comunicação, entretenimento e medicina”, diz a introdução do artigo. “A tecnologia resultante cria muitas oportunidades de uso, onde a pele fornece um canal de comunicação sensorial e comunicação eletronicamente programável ao corpo.”

Tecnologias do tipo também vem sendo desenvolvidas em outras partes do mundo. Neste ano, pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em artigo na Soft Robotics, descreveram a criação de uma pele artificial muito fina, com 500 nanômetros de espessura, que possibilitaria o toque em objetos criados on line.

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Abraços à distância

De fato, o uso da pele potencializará o uso cada vez mais frequente da Realidade Virtual. Na área de comunicação, por exemplo, as chamadas de vídeo ganhariam também o toque. Apertos de mão e até abraços poderão ser realizados à distância.

Outra aplicação importante será na medicina. Pacientes que perderam algum membro poderiam acoplar a pele em suas próteses, de forma a simular o tato. Uma melhoria capaz de auxiliar, inclusive, na recuperação de movimentos.

A pele terá um bom uso também no entretenimento. Em jogos, cujo uso dos óculos 3D já está disseminado, a nova tecnologia permitirá ao usuário sentir no corpo as aventuras que enfrenta nos monitores.

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