Realidade Aumentada mudará nossa forma de interagir com o mundo

  • em 1 de abril de 2019

O avanço dos estudos sobre inteligência artificial (IA), tecnologias cognitivas e realidade aumentada (RA) nos permite enxergar várias possibilidades de evolução na forma como interagimos e nos comunicamos no dia a dia. Tanto é que, assistindo a qualquer episódio da distopia Black Mirror – série original da Netflix – é possível identificar uma representação fictícia que já é realidade atualmente.

São por esses e outros avanços que já ouvimos especialistas criando calendários que cronometram a vida útil do smartphone como dispositivo mais usado pelas pessoas. Segundo texto publicado no TechRadar, não existe mais espaço para o crescimento do smartphone dentro da tecnologia. Ou seja, para eles, é improvável que os próximos dispositivos lançados venham com mecanismos tecnológicos que superem as expectativas com IA e RA.

O assunto é recorrente nos fóruns das grandes empresas de base tecnológica como  Facebook F8, Apple WWDC e Google I/O. Todas as discussões são sobre como a IA e RA estão prometendo modificar ativamente nossas vidas. Com isso, são pautadas as novas capacidades que estão construindo em torno dessas tecnologias. O grande esforço é aproximar marcas dos indivíduos utilizando a realidade aumentada.

A função mais acessível atualmente é a possibilidade de criar vídeos em tecnologia 360º pelo Facebook. A técnica se popularizou entre os usuários e as marcas utilizam deste artifício para oferecer visitas a escritório, sedes e fábricas usando apenas um smartphone e um óculos de cardboards. Conteúdos assim quebram os limites textuais e proporcionam experiências entre marca e consumidor.  

Mas, o que tem de bom em Realidade Aumentada?

Como citado anteriormente, a realidade aumentada já é presente no nosso dia a dia. Já existem aplicativos como o óculos da Warby Parker, que permite com que as pessoas experimentem virtualmente quadros decorativos antes de comprar, ou o Olay Skin Advisor, que analisa o tipo de pele do consumidor para encontrar os melhores produtos de cuidado, ou o recurso Style My Hair da L’Oreal, que descobre cosméticos e estilos que melhor se adequam a uma pessoa.

No varejo, o sucesso da RA será garantido! Compras online terá um novo significado. Consumidores poderão, através de aplicativos, realizar testes e experimentos de produtos diretamente do conforto de casa utilizando smartphones, smartwatches, ou tablets.

Embora seja divertido e altamente funcional para o setor de comércio eletrônico, o crescimento da adoção da RA também tem implicações em vários outros usos, desde a forma como interagimos com o marketing da marca até os programas de educação e treinamento.

No setor da educação, a RA ajuda a promover melhor retenção do aprendizado e pode ser expandido para visualizar tarefas práticas, abrindo um novo caminho. Poderá ser bastante usual na formação médica, ou da construção civil, por exemplo.

A RA acabará se tornando parte de nossas vidas cotidianas e os desenvolvedores já estão trabalhando duro para construir um ecossistema de aplicativos que irão nos ajudar no processo de adaptação a essa realidade tecnológica antes do lançamento em massa. No entanto, ainda existem empecilhos que barram a decolagem dos novos produtos e do estudo. Os dispositivos atuais não possuem tecnologia que possibilita o processamento de um chip de inteligência artificial de forma apropriada.

O que esperar para o futuro?

É hora de observar e encarar o futuro da comunicação. Estabelecer uma relação mais conectada, digital e social, possibilitada pelo avanço da realidade aumentada, não inibida pelas restrições de capital, e ou limitantes de hardwares obsoletos. Nesse ponto, entraremos no nível tecnológico que podemos observar assistindo Black Mirror, onde todas aquelas tecnologia poderão fazer parte do nosso cotidiano.

Em vez de navegar pelas ruas usando o Google Maps, por exemplo, os aplicativos equipados com visão computacional apresentarão as instruções de RA bem diante de nossos olhos e elas serão exibidas como se a rua estivesse à nossa frente.

É impossível “adivinhar” qual tipo de dispositivo terá a tecnologia de RA instalada O ecossistema da inovação trabalha em diversos produtos que podem substituir alguns existentes, ou outros que podem ser totalmente novos no mercado. A expectativa, por mais ilusória que seja, é o uso de óculos ou lentes de contato potencialmente avançados, todos com foco em aplicativos centrados na câmera e uso com base nas nossas coordenações motoras.

Todos os estudos até hoje levantados mostram que as pessoas passam pelo menos um dia da semana conectadas, seja por dispositivos móveis ou um computador, mas a RA irá modificar esta realidade deixando nossas mãos livres para experiências mais imersivas. No entanto, independentemente de como nossos dispositivos móveis evoluem, não há dúvida de que mudanças emocionantes e transformadoras estão acontecendo e, eventualmente, dispositivos físicos como os conhecemos desaparecerão completamente.

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