Premiação discute crescimento das startups brasileiras

Como fortalecer o ecossistema brasileiro de startups? A pergunta era constante nas rodas de conversa da premiação “100 startups for watch”, que ocorreu na última quinta-feira, dia 6, no Cubo Itaú, em São Paulo. As respostas falavam sobre incentivo do Estado, mais investimentos privados e desenvolvimento de talentos. Porém, mesmo em meio a cobranças, o tom era de otimismo.

Lá estavam representantes das startups destacadas pelo projeto, organizado pela Época Negócios, Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), Elogroup e Corp.vc Foi a revista PEGN quem ouviu os empreendedores e especialistas presentes no coquetel. Veja abaixo o posicionamento de alguns deles:

 

Lucas Mendes, country manager do WeWork
“O Brasil já é uma nação de empreendedores, mas a maioria é de baixo impacto. São pessoas que fazem isso por falta de opção. A sociedade tem de pressionar o Estado e a própria sociedade civil para transformar esses empreendedores. O movimento que temos visto de unicórnios brasileiros aponta para essa direção. Nunca houve tanto recurso, gente preparada e apetite para investir. Falta a consciência coletiva de que não tem como uma nação crescer social e economicamente se não for puxada por empreendedores.”

 

Arthur Trujillo Virzin, fundador da Flapper
“O Brasil já está virando um país de startups. Estamos caminhando nessa direção. Recebemos muito investimento — e em valores altos. Surgiram vários unicórnios, como a Loggi e a Rappi.”

 

Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil
“Faltam algumas coisas bastante importantes, como formação. A gente, desde pequeno, não é educado para ser empreendedor. Essa possibilidade nem é mostrada. É preciso haver essa mentalidade para termos empreendedores mais bem preparados.”

 

Rubenson Chaves, diretor digital e de inovação da Sodexo
“Hoje, o cenário de startups no Brasil é bastante promissor. O nível de maturidade das empresas é muito mais robusto que antes. Há dois ou três anos, vemos unicórnios surgindo o tempo todo e fundos chegando ao Brasil para consolidar esse ecossistema. E há corporações investindo e se aproximando das startups, o que abre um canal de oportunidade para eles. O que falta são as grandes empresas se permitirem testar essas soluções para poder escalar. Várias delas estão abertas para isso. Estamos investindo, medindo e escalando.”

 

Renata Freesz, gerente de inovação da Klabin
“É preciso que a iniciativa privada se dedique mais às startups e invista nelas. Além disso, é necessário contribuir para as universidades públicas e privadas gerarem negócios. Vemos bastante isso no exterior. Dinheiro a gente acha. Não acredito que o problema seja falta de recursos, mas sim de articulação.”

 

Outros depoimentos estão no portal da PEGN.

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