PicPay aposta na IA para buscar 100 milhões de clientes

  • em 12 de março de 2020

A PicPay, fintech controlada pelo Banco Original, do Grupo J&F, pretende utilizar a inteligência artificial (IA) como ferramenta para atrair novos clientes. A proposta é que os algoritmos consigam customizar os produtos financeiros e assim, mais assertivos, fazer com que a empresa alcance uma fatia maior de mercado.  A expetativa é saltar de 14 milhões para 100 milhões de usuários em oito anos.

A fintech já está montando uma equipe de cientistas de dados para viabilizar o projeto. Serão 50 até o fim do ano, comandados por Isaac Ben-Akiva, doutor pela Universidade de Toronto e ex-diretor de aprendizado de máquina do banco britânico Barclays. O novo setor será um dos que mais receberam pessoas nesse ano. A PicPay, que terminou 2019 com 180 funcionários, deverá encerrar 2020 com 1,8 mil.

“A aplicação que teremos de IA não será conservadora. O grande objetivo é entender o cliente. Se você consegue uma boa representação, você tem a possibilidade de criar modelos preditivos mais fortes e precisos”, disse Ben-Akiva, em matéria do Estadão. “Isso possibilita entender características psicossociais e trazer para a economia comportamental”.

A empresa se utilizará de diferentes fontes de informações para montar os perfis. “O PicPay tem um elemento social, que permite o cadastro de amigos e, com ele, movimentações financeiras. Com isso, é possível fazer correlações que permitem oferecer produtos”, explica o presidente Gueitiro Genso, também para o Estadão.

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Primeiro produto

Mesmo iniciante, o IA do PicPay já planeja lançar um produto ainda nesse primeiro semestre. Será uma modalidade nova do chamado cashback, termo que designa o retorno de parte do pagamento ao cliente. Ele se adequará a necessidade real de quem terá o benefício. “Não adianta, por exemplo, dar um cashback em bilhetes de metrô para quem não usa transporte público”, diz Genso.

A proposta do PicPay pode, de fato, diferenciá-la em um mercado que, para alguns especialistas, já começa a ficar saturado. “Tenho dúvidas se todos os apps que se propõem a ser carteira digital estarão vivos daqui dois anos”, diz Fábio de Miranda, coordenador do curso de Engenharia da Computação do Insper. “Se os modelos do PicPay para usuário final funcionarem, o app poderá prevalecer”.

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