Pfizer é aprovada para uso no Reino Unido, mas pode ser “excluída” do Brasil

  • em 2 de dezembro de 2020

O Reino Unido aprovou nesta quarta-feira, 2, o uso da vacina contra covid-19 produzida pela Pfizer e pela BioNTech. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, que prevê iniciar a vacinação na semana que vem.

A aprovação foi concedida com base nos resultados mostrados durante a terceira fase de testes clínicos, que mostrou uma eficácia de 95% entre os voluntários. O pedido foi feito pela fabricante às autoridades de saúde dos EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá e Japão em 20 de novembro.

Com a autorização, a vacinação no Reino Unido pode começar já na próxima semana. Segundo Matt Hancock, secretário de saúde do país, 800 mil doses estarão disponíveis inicialmente, o suficiente para vacinar 400 mil pessoas já que a vacina é aplicada em duas doses, com um intervalo de 21 dias.

O Reino Unido comprou 40 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, suficiente para proteger 20 milhões de pessoas. “A entrega dos 40 milhões de doses ocorrerá em 2020 e 2021, em estágios, para garantir uma distribuição igualitária das vacinas em todos os locais com contratos já executados”, disseram as empresas.

O país agora se prepara para iniciar o que Sir Simon Stevens, diretor do Serviço Nacional de Saúde (NHS), chamou de “a maior campanha de vacinação na história do país”. Segundo a BBC, 50 hospitais já estão de prontidão, e centros de vacinação em locais como centros de convenção estão sendo montados.

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Sobre a ordem de vacinação, Hancock afirma que os idosos terão prioridade. “E então é essencialmente uma questão de faixa etária. Funcionários do NHS estão no topo da lista de prioridades, e então […] aqueles que são particularmente vulneráveis ao coronavírus”, disse.

“A autorização para uso emergencial no Reino Unido marca a primeira vez que cidadãos fora dos testes terão a oportunidade de serem imunizados contra a Covid-19”, disse Ugur Sahin, CEO e co-fundador da BioNTech. “Acreditamos que a implementação do programa de vacinação no Reino Unido irá reduzir o número de pessoas na população de alto-risco que estão sendo hospitalizadas”.

Entenda porque a vacina pode ser excluída do Brasil

O Ministério da Saúde estipulou, na última terça-feira, 1, os parâmetros minimamente aceitáveis para utilização das vacinas contra a Covid-19 no país. As medicações a serem utilizadas devem ser capazes de manter suas integridades em temperaturas entre 2 e 8 graus Celsius. Por causa dessas diretrizes, é possível que a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer, desenvolvida em conjunto com a alemã BioNTech, possa ficar de fora da lista de imunizantes contra a doença no país.

 A solução exige manutenção sob resfriamento mínimo de -70 graus. Segundo a Pfizer, a sua vacina tem eficácia de até 95% no tratamento contra a Covid-19. A Pfizer já pediu pelo registro de sua vacina nos EUA e Europa – ambas as solicitações ainda estão pendentes junto às autoridades sanitárias de cada região.

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