O que podemos aprender com a China sobre inovação

Quando o assunto é inovação, empreendedorismo e tecnologia, a China tem muito a compartilhar com o mundo. E, com o intuito de refletir sobre como o Brasil pode aprender com o gigante asiático, o mineiro Hugo Barra, atual vice-presidente de realidade virtual do Facebook, conduziu o painel: “China – o surgimento de uma potência de inovação”, dentro da conferência “Brazil at Silicon Valley, organizada por estudantes brasileiros na Universidade de Stanford (EUA).

O painel contou com a presença de Hans Tung, Managing Partner na GGV Capital. O empresário está listado como um dos melhores negociantes quando o assunto é capital de risco no ramo da alta tecnologia, integrando a Midas List 2019 da Forbes.

Na ocasião, ele destacou alguns pontos que foram fundamentais para o crescimento da China e que poderiam inspirar Brasil, como:

Ter robôs certos

Citando a Alibaba como case de sucesso, Tung falou sobre a importância da automação em grandes negócios. Para ele, a chinesa deve servir de parâmetro de inovação no e-commerce, sobretudo quando o assunto é logística. “A automação no armazenamento, e em outras funções, foi fundamental para o sucesso. Quer dizer, você não precisa se preocupar com eficiência da sua força de trabalho quando você tem os robôs corretos”, disse o empresário.

Focar em público de massa

Tung cita como outro acerto da Alibaba a decisão de priorizar o público de massa, ao invés de escolher segmentações. Isso contribui para a escalabilidade dos negócios e deve ser a aposta das empresas. “O Alibaba chegou onde está porque combinou um modelo de negócio inovador com as necessidades do mercado de massa”, completa.

Coletar dados e usar Data

Para Tung, uma das coisas que possibilita o crescimento das empresas chinesas é a coleta de dados pessoais, o que permite a personalização das preferências do consumidor. Com essas informações é possível sugerir ofertas personalizadas, o que aumenta a conversão em compras, gerando inúmeras transações.

Adotar a meritocracia

Na China, segundo Tung, as empresas não são influências pelo governo nos seus primeiros anos, o que é positivo. Um país não consegue se tornar mais empreendedor apenas com ações do Estado. A política meritocrática é vista com bons olhos pelo empresário, que aponta ainda que várias coisas precisam convergir para um país mais inovador, para ele “É preciso que haja mais pessoas que queiram ser engenheiros, e não médicos.”

Inspirar em exemplos e novos modelos de negócios

Por fim, o empresário ressalta a importância de acompanhar o mercado internacional. Para ele os brasileiros devem ficar atentos a modelos de negócios que podem funcionar e serem aplicados dentro do cenário nacional.

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