Nubank une inovação com diversidade

  • em 27 de junho de 2019

Muitos ainda se perguntam quais seriam as razões para o crescimento exponencial da Nubank, fintech considerada um dos unicórnios brasileiros. Em pouco mais de sete anos, a empresa se tornou a sexta maior instituição financeira do país, atingindo no ano passado 5,5 milhões de contas e uma receita próxima aos R$ 1,3 bilhão. Uma resposta possível seria inovação, presente no foco tanto na juventude quanto na diversidade.

A trajetória da empresa, descrita em reportagem publicada na edição deste mês da Revista Exame, se inicia justamente pela quebra de protocolos. Com poucas exigências e por meio de um aplicativo para celular, a Nubank permitia o acesso a um cartão sem anuidade. A iniciativa acertou em cheio o público universitário, sem meios para comprovação de renda. Depois, avançou para outras faixas etárias, sobretudo entre os trabalhadores autônomos, mais informais, cujo crédito sempre foi mais difícil.

A chave para continuar prosperando será a busca constante pela cultura revolucionária. Assim planeja David Vélez, que pretende manter a cara de startup da Nubank, mesmo com as centenas de colaboradores e o faturamento bilionário. Tentará fazer isso por meio da pluralização de seu público interno. Hoje, os 1,6 mil trabalhadores são de 25 nacionalidades diferentes. 30% se afirmam no grupo LGBT.

“A diversidade é a chave da inovação”, explica Vélez. “Você não consegue inovar com uma equipe só de homens, em que todo mundo fez a mesma faculdade e se veste igual”.

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Internacional

Vélez quer também internacionalizar a marca. Em 2019, a empresa conseguiu entrar nos mercados da Argentina e do México, onde, assim como no Brasil, há concentração do setor bancário em poucos agentes. O executivo se espelha no modelo de expansão adotados pela Amazon e pelo Uber, que prestam serviços fundamentais pautados pela tecnologia.

 

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