Noruega se torna 1º país do mundo a vender mais carros elétricos do que veículos tradicionais

  • em 8 de janeiro de 2021

Pela primeira vez na história, a venda de carros elétricos superou a venda de carros tradicionais na Noruega. De acordo com dados da Federação Norueguesa de Estradas (OFV) repercutidos pelo Guardian, os carros elétricos corresponderam a 54,3% dos veículos vendidos no país em 2020, um recorde. Em 2019, eles correspondiam a 42,4%, e há dez anos, não chegavam a 1% do mercado. Ao todo, foram 141.412 veículos vendidos no país, dos quais 76.789 eram elétricos.

Os quatro novos modelos mais vendidos no país (Audi e-tron, Tesla Model 3, Volkswagen ID.3 e Nissan Leaf) são alimentados por energia elétrica. Esta é a primeira vez que um país registra uma venda maior de carros elétricos do que de outros modelos, incluindo os que usam combustíveis fósseis e os híbridos.

Isso também é reflexo da meta que a Noruega definiu: abolir os carros que usam combustíveis derivados de petróleo até 2025 – ou seja, daqui a apenas quatro anos. Na Califórnia (EUA), por exemplo, o horizonte é bem mais distante: só em 2035 as vendas de automóveis com motor a combustão serão proibidas.

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De acordo com o site MarketWatch, a Noruega tem trabalhado com incentivos para a compra de carros elétricos. Impostos de importação e taxas sobre burocracia de registro são reduzidas. Os motoristas de veículos elétricos ainda contam com benefícios como permissão para uso das faixas restritas a transporte público ou isenção em alguns pedágios.

Segundo a federação, a expectativa é que a participação dos veículos elétricos no mercado norueguês seja ainda maior em 2021, chegando a 65%. Em dezembro de 2020, a federação afirma que 66,7% dos automóveis vendidos no país eram elétricos. A China também tem visto aumento nas vendas dos carros elétricos, que cresceram 61% no ano passado.

Enquanto isso, no Brasil, os veículos elétricos representam apenas 0,03% do mercado, segundo dados apurados pelo Jornal do Carro do Estadão. Foram apenas 239 veículos vendidos no primeiro semestre de 2020. O preço alto é o maior problema para a popularização da tecnologia: o modelo mais barato custa R$ 140 mil e outros passam da casa do meio milhão.

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Conceitos e Tendências

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