Dia Internacional da Mulher – Conheça mulheres que fizeram diferença na tecnologia no século XX

mulheres na tecnologia

Os feriados e datas comemorativas são, normalmente, criados pelo comércio, não o dia 8 de março, data assinalada como Dia Internacional da Mulher. Em 1975, a Organização das Nações Unidas escolheu esse dia para representar a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. A data é um símbolo de celebração pelas lutas e conquistas referentes à igualdade de gênero e para a reflexão sobre todos os passos que ainda precisam ser dados nesse quesito.

A data teve origem em 1857, em Nova Iorque, quando um grupo de mulheres da indústria têxtil organizou uma marcha com o objetivo de exigir melhores condições de trabalho e horas iguais às dos homens. No mesmo local, 50 anos depois, ocorreu uma nova manifestação para homenagear as mulheres que iniciaram essa luta e exigir o sufrágio feminino.

Apesar de essas serem as manifestações mais conhecidas, a luta feminina no século XX não é restrita aos Estados Unidos. Na Rússia e em outros países da Europa ocorreram uma série de manifestações em prol dos direitos das mulheres. A data continua a fazer sentido de ser assinalada, porque, apesar de muitas conquistas, a desigualdade de gênero ainda existe pelo mundo.

Por isso, nesse dia que reforça a resistência feminina, aproveitaremos para falar sobre o papel das mulheres em uma área que ainda é ocupada majoritariamente pelos homens. Conheça o legado das mulheres na tecnologia!

Mulheres na tecnologia 

Ao longo da história da evolução tecnológica, há vários nomes de mulheres que merecem ser lembradas pelos seus feitos. Confira:

Ada Lovelace (1815-1852)

Ada Lovelace foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage. Ela foi a primeira pessoa a perceber que uma máquina, que hoje por convenção, chamamos de computador, poderia fazer muito mais do que uma “coisa”, ou seja, podia ser reprogramada. As contribuições desta brilhante cientista nos ramos da matemática e ciência de computadores perduram e são estudadas até aos dias de hoje.

Edith Clarke (1883-1959)

Edith Clarke foi a primeira Engenheira Eletrotécnica no MIT. Depois do estudo e ensino de Matemática, Edith Clarke entrou no MIT e tornou-se a primeira mulher com diploma em Engenharia Eletrotécnica, passando posteriormente pela General Electric. Além disso, foi a primeira mulher a marcar presença no Instituto Americano de Engenheiros Eletrotécnicos e a primeira a dar aulas da área na Universidade do Texas. Edith Clarke foi a primeira mulher engenheira a conseguir uma posição profissional em Tau Beta Pi – a sociedade de honra mais antiga dos Estados Unidos na área de Engenharia.

Grace Hopper (1906-1992)

Grace Hopper foi uma almirante e analista de sistemas da Marinha dos EUA. Nas décadas de 1940 e 1950, ela criou a já extinta linguagem de programação Flow-Matic, que serviu de base à criação do COBOL (linguagem de programação orientada para o processamento de banco de dados comerciais). Grace Hopper foi também uma das primeiras programadoras do Harvard Mark I.

Mary Kenneth Keller (1913-1985)

Mary Kenneth Keller foi uma importante freira e cientista da computação. Religiosa e educadora, foi pioneira na ciência da computação, sendo mesmo a primeira pessoa, ao lado de Irving Tang, a doutorar-se na área, pela Universidade Washington em St. Louis, tendo um papel fundamental na igualdade entre os sexos na área da tecnologia.

Hedy Lamarr (1914-2000)

Depois de uma carreira ligada ao cinema, com participação em mais de 30 filmes, Hedy Lamarr saiu da Áustria para os Estados Unidos e, ao lado de George Antheil, inventou um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos que serviu de base para a tecnologia de comunicação moderna, tal como COFDM usada em ligações de Wi-Fi e CDMA utilizada nos celulares.

Katherine Johnson (1918-2020)

Katherine Johnson foi uma matemática, física e cientista espacial norte-americana. Ela fez contribuições fundamentais para a aeronáutica e exploração espacial dos Estados Unidos, em especial em aplicações da computação na NASA. Conhecido pela precisão na navegação astronômica informatizada, seu trabalho de liderança técnica na NASA se estendeu por décadas onde ela calculava as trajetórias, janelas de lançamento e caminhos de retorno de emergência para muitos voos de Projeto Mercury. Em 2016, foi incluída na lista de cem mulheres mais inspiradoras e influentes pela BBC. Em 2017, sua história foi uma das retratadas no filme “Estrelas além do tempo”.

Evelyn Boyd Granville (1924)

Evelyn Boyd Granville foi a segunda mulher negra a receber um doutoramento em Matemática na Universidade de Yale. Começou a trabalhar na IBM, sendo responsável por software de projetos espaciais da NASA como Vanguard e Mercury. Além disso, foi professora durante 30 anos e encorajou alunos ao estudo da matemática, antes de se aposentar das salas de aula.

Radia Perlman (1951)

Radia Perlman é uma cientista da computação, projetista de software e engenheira de redes. É conhecida como “mãe da internet”, por sua invenção do protocolo Spanning Tree (STP), que é fundamental para a operação de pontes de rede mais conhecida por bridge (redes de computadores), enquanto trabalhava para a Digital Equipment Corporation. Mais recentemente, ela inventou o protocolo TRILL para corrigir algumas das deficiências das Spanning Trees.

Carol Shaw (1955)

Com uma Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e Ciências da Computação, Carol Shaw foi contratada pela Atari, tendo desenvolvido o seu primeiro jogo (e o primeiro desenvolvido por uma mulher) em 1938, o 3D Tic-Tac-Toe, e mais tarde o River Raid.

Esses são só alguns exemplos de mulheres que conseguiram ocupar uma área que ainda é considerada “masculina”. Em uma sociedade cada vez mais tecnológica, formar meninas programadoras e inseri-las no mercado de trabalho é importante para combater a desigualdade de gênero. Conhece alguma mulher que está fazendo história na tecnologia, marque ela aqui.

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