Startup brasileira cria tecnologia que monitora o uso de máscaras

Software monitora uso de máscaras

Sistema permite calcular níveis de risco de contágio do novo coronavírus e apoiar ações de prevenção

Essa semana, a startup brasileira xGB apresentou uma nova tecnologia capaz de monitorar o risco de contágio do coronavírus. A solução, chamada de Radar-19, calcula níveis de risco de disseminação do novo vírus a partir de um sistema que detecta se o uso de máscaras faciais está sendo realizado e as medidas de distanciamento social respeitadas.

O sistema funciona através de câmeras que são instaladas em pontos estratégicos para filmar as pessoas nos lugares escolhidos. O equipamento pode ser posicionado com o intuito de captar uma visão panorâmica de um espaço, ou acoplado a objetos para uma observação individual ou de poucos pessoas.

Ao detectar a imagem de um indivíduo, a máquina gera um comando para reconhecer se essa pessoa está cumprindo as recomendações preventivas. O sistema então contabiliza a quantidade de indivíduos que descumprem as medidas e relaciona à área total do local monitorado e à quantidade total de pessoas que passam por ele.

De acordo com a startup, o sistema ainda pode ser programado para empreender ações diante dos resultados do monitoramento, como acionar uma equipe de segurança para fiscalizar o local ou travar portas e catracas para impedir que usuários sem máscaras entrem em um estabelecimento.

A tecnologia é desenvolvida a partir de deep learning e o sistema foi treinado por meio de vídeos que retratam cidadãos andando com ou sem máscaras. O algoritmo também é capaz de identificar situações em que o indivíduo simula uma máscara com as próprias mãos ou com uma camiseta. Além disso, a tecnologia reconhece máscaras de diferentes cores e tecidos.

O software não desrespeita a privacidade das pessoas, já que não grava informações de reconhecimento facial.O  algoritmo interpreta meramente a presença ou não presença de uma máscara em um formato de rosto. Os dados do sistema são armazenados localmente nos hardwares dos clientes e a startup tem acesso combinado a esta base, para atualizar o aprendizado da máquina e fazer a manutenção do sistema.

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