A evolução do marketing de conteúdo para as startups

Criar marketing de conteúdo que funcione é um desafio, até mesmo para os profissionais do ramo. Ainda encontramos práticas no mercado estabelecidas a cerca de quatro anos atrás, o que no mundo on-line podem representar décadas.

Julian Shapiro, fundador da Bell Curve, compartilha em artigo, um estudo de performance de marketing de conteúdo de clientes feito com apoio das empresas Growth Machine e Bell Curve (duas agências de marketing americanas com vários cases de sucesso), visando propagar estratégias que funcionaram para startups.

Segundo Shapiro, ao embarcar nesse texto “você está prestes a ver como a maioria das startups gerenciam seus blogs da maneira errada.”

Confira as dicas:

Escreva textos de qualidade

O Google consegue identificar bons artigos. Como? Monitorando sinais de engajamento. Se os visitantes permanecem pouco tempo no artigo e isso se repete várias vezes, o link cai no posicionamento do buscador. Então não adianta utilizar palavras chave bem ranqueadas, se o seu post não tem capacidade de gerar engajamento.

  • 1º Antes de começar a escrever um artigo, procure saber se esse é o melhor formato para o público que você pretende alcançar. Para algumas questões o Google prioriza outros formatos na hora de ranquear os conteúdos, como vídeos, enquetes, etc. Então, pesquise, antes de começar a escrever.
  • 2º É preciso que o título dê ‘match’ com o conteúdo. Você entrega as informações que promete no título? Caso isso não ocorra, a chance dos leitores se dispersarem é grande e o Google vai notar isso.
  • 3º Escreva artigos completos para a experiência daqueles que o buscaram. O objetivo é que o seu post seja o último destino do internauta, pois, se o usuário não procura outras fontes depois de ler o seu conteúdo, o Google entende que você deu conta do recado, conseguindo entregar o que os usuários queriam.  Para isso você deve produzir textos profundos, com subtópicos que abranjam o que as pessoas buscam entender.

Priorize o engajamento

O engajamento é mais importante que os backlinks (um link para seu conteúdo dentro do site de outrem) que eram prioridade para as técnicas de SEO a quatro anos atrás. O algoritmo do Google não precisa que seu site esteja linkado a outros para determinar o engajamento.

Julian acrescenta “lembre-se, o Google têm o Analytics, Search, Ads e o Chrome data para monitorar como os usuários se engajam com seu site. Acredite em mim, se ele quer descobrir se seu conteúdo está gerando engajamento ele consegue encontrar um jeito. O Google não precisa dos backlinks para dizer a ele”.

Os backlinks não são inúteis, contudo, ajudam a página a ser considerada de forma mais ágil pelo Google, principalmente se o link veio de uma página relevante.

A conversão é o objetivo

O engajamento é importante, mas o objetivo é a conversão. Esta nada mais é do que a assinatura, inscrição ou compra efetuada pelo usuário. Existem vários caminhos para que a conversão se dê, e o ideal é que aconteça o mais breve possível: após ler o primeiro post ou somente alguns. Para isso é preciso otimizá-los, e Julian aponta duas regras:

1º Introduza seu pitch naturalmente. Ele só deve ser iniciado por volta do meio do post. “Feito na introdução, o pitch pode retirar a autenticidade do seu artigo. Além disso, quanto mais o leitor avança em um bom artigo, mais familiarizado e confiante, mais ele toma conhecimento da sua marca, o que significa que ele tem menos probabilidade de ignorar seu pitch quando se deparar com ele” explica Julian.

2º Não faça seu pitch parecer um anúncio, pois, dessa forma, ele terá mais chances de ser ignorado pelo leitor.

Conclusão:

Por fim, Julian aponta que “é possível que um blog tenha 50 mil visitantes mensais e não lucre nada. Então priorize o engajamento do visitante ao volume de visitas. E se atente às métricas, isso ajuda a manter o foco no objetivo: atrair visitantes com a intenção de se converter”.

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