Mapa de startups do Brasil aponta forte presença de incubadoras e aceleradoras

  • em 13 de agosto de 2019

O cenário de inovação no Brasil segue em crescimento. O país já possui 363 incubadoras e 57 aceleradoras, por onde passaram 3,7 mil startups, responsáveis por cerca de 15 mil empregos. Os números estão no Mapeamento dos Mecanismos de Geração de Empreendimentos Inovadores, documento divulgado na última terça-feira, dia 12 de agosto, no Innovation Summit.

O levantamento foi feito pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Foram analisadas 121 incubadoras e 29 aceleradoras, com dados coletados entre setembro de 2018 e março deste ano.

“Estamos em um momento de escalabilidade das iniciativas de apoio à inovação. E esse estudo vai ajudar bastante nesse processo de tomada de decisão”, disse Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, em entrevista para a Agência Brasil. “Temos indicadores que demonstram que estamos já com resultados significativos e esse efeito multiplicador precisa acontecer”

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A apresentação distinguiu os conceitos das duas estruturas de fomento, que muitas vezes atuam juntas para viabilizar negócios e fortalecer o setor.

As incubadoras são focadas em auxiliar pequenas empresas de produtos e serviços com foco em inovação. Por vezes, oferecem espaço para elas operarem e toda a infraestrutura. Algumas disponibilizam, inclusive, assistência jurídica e de gestão, um auxílio profissional que muitas não teriam recursos de arcar. 61% das incubadoras nacionais são ligadas às universidades. A área de atuação é, basicamente, a Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o agronegócio e o setor e de saúde.

Em 2017, as startups que passaram por incubadoras faturaram R$ 551 milhões. As que tiveram o início em aceleradoras faturaram um pouco menos no período. A cifra atingida foi de R$ 474 milhões. Embora tenham objetivos parecidos, as aceleradoras se diferem pelo tempo de ajuda às startups, que é pré-determinado. As áreas de atuação são mais amplas também. As empresas ajudadas atuam no agronegócio, educação, eletroeletrônico, saúde, financeiro e varejo. Pelo levantamento, pouco mais de duas mil startups foram aceleradas no país, responsáveis por mais de quatro mil empregos diretos.

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