Startups brasileiras receberam US$ 2,7 bi em 2019

  • em 27 de janeiro de 2020

Embora a economia brasileira ainda não tenha restabelecido uma rota de crescimento segura, com o último trimestre de 2019 avançando em apenas 0,3%, as startups do país seguem como chamariz de grandes investimentos. Os aportes nessas empresas no ano passado somaram US$ 2,7 bilhões, valor 80% superior ao alcançado em 2018.  

Foram 260 rodadas de investimentos, de acordo com levantamento da consultoria em inovação Distrito. Número maior que o do ano passado, mas menor do alcançado em 2017, quando foram realizadas 3 rodadas a mais. Porém, o volume de negócios há dois anos foi cerca de 300% menor.

“Há uma evolução maior do mercado nacional e maior liquidez no mercado global. Isso tudo beneficia os investimentos”, diz Gustavo Gierun, cofundador da Distrito, em matéria compartilhada pela Época Negócios.

SoftBank e fintechs

Parte considerável desses US$ 2,7 bilhões vieram do SoftBank Group, conglomerado japonês que há algum tempo realiza grandes aportes em empresas de inovação. No ano passado, o grupo realizou parcerias que possibilitaram saltos de crescimento em startups como Gympass, QuintoAndar e Loggi. Estima-se que as rodadas que o SoftBank participou movimentaram US$ 1,3 bilhão.

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Para 2020, especialistas não esperam investimentos tão vultuosos do grupo, mas avaliam que outros fundos internacionais devem desembarcar no país. “O mercado tem se sofisticado nos últimos anos e atraído cada vez mais investidores estrangeiros”, afirma Gierun.

Na mira desses fundos deverão prevalecer as fintechs, assim chamadas as startups que focam nos serviços financeiros. Juntas em 2019, receberam 62 aportes, que totalizaram US$ 935 milhões, pouco mais de um terço de tudo que foi investido nas rodadas. Comparado a 2018, o crescimento foi de 276%.

“É um setor que vive uma revolução, que deve aumentar nos próximos anos”, diz Gierun. “Novas regulações, como open banking, pagamentos instantâneos e cadastro positivo, abrem espaço para que startups disputem com as grandes empresas”.

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