Órgão de inovação federal firma parceria para produzir 4.300 respiradores

4.300 respiradores

Em meio à pandemia, a compra de novos respiradores se tornou um problema para os governos e principalmente para os cidadãos, que precisam dos aparelhos. Os preços inflacionados, a compra de aparelhos inadequados e até mesmo de respiradores quebrados são fatores que atrasam o atendimento adequado aos pacientes e aumentam a angústia da população, que vê o vírus se alastrar pelo país e os sistemas de saúde dos estados entrarem em colapso.

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Para ampliar a produção de respiradores no país e suprir a demanda do Ministério da Saúde pelo equipamento, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), uma organização social financiada com recursos dos Ministérios da Ciência Tecnologia, Inovação e Telecomunicações, Educação e Saúde, se uniu à Constanta, empresa nacional chave na fabricação desses equipamentos e responsável pela manufatura da Intermed em um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). O Ministério da Saúde assinou contrato com a Intermed para aquisição de 4.300 respiradores. O investimento federal para a aquisição dos equipamentos é de R$ 258 milhões, um custo de médio de 60 mil reais por aparelho.

Seguindo as normas de rastreabilidade instituídas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa), testes e avaliações da qualidade dos produtos, hoje feitos manualmente, serão automatizados com o desenvolvimento de dispositivos e sistema dedicados. Com a tecnologia, o potencial de produção passará de quatro para 110 respiradores por dia, um aumento de 2.600%. O crescimento no ritmo de produção será escalonado, ou seja, de maneira gradativa. A expectativa é entregar todos os 4.300 equipamentos para o Ministério da Saúde até o mês de julho.

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