INEGI vence contrato de 1,5 milhões da Agência Espacial Europeia para criar tecnologias para o espaço

  • em 30 de julho de 2020
INEGI - satélites

O Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) é uma das entidades selecionadas pela Agência Espacial Europeia (ESA – European Space Agency) para desenvolver equipamentos para as missões espaciais do programa Copernicus. O contrato, no valor de 1,5 milhões de euros, terá como foco a criação de equipamentos para testes de satélites espaciais.

Estes satélites são a base do programa Copernicus, uma iniciativa europeia de monitorização ambiental que irá, através destes equipamentos, recolher informação operacional sobre o território mundial, os oceanos e a atmosfera para apoiar as políticas ambientais e de segurança da União Europeia.

O concurso lançado pela ESA insere-se no Copernicus High Priority Missions, a próxima fase do programa Copernicus, e é uma joint venture entre a ESA e a Comissão Europeia no setor espacial, cofinanciada por ambas as instituições.

No total são 2,5 bilhões de euros em contratos de desenvolvimento para 6 futuras missões espaciais, que exigem a construção de 12 novos satélites europeus. Segundo a Agência Portugal Space, o país, através do INEGI e das empresas Active Space Technologies, Critical Software, Deimos Engenharia, e FHP, arrecada contratos com um total de 10 milhões de euros.

Nas mãos da equipa de especialistas do INEGI está o desenvolvimento de equipamentos que permitirão realizar diversos testes aos sistemas a serem utilizados para a monitorização da temperatura da superfície dos oceanos, concentração de gelo e salinidade do mar.

“Vamos realizar testes nos quais já temos experiência como ensaios funcionais, repetibilidade e distorção térmico-elástica de sistemas e estruturas desdobráveis, nomeadamente, braços articulados e refletores. O trabalho pelo qual somos responsáveis vai validar a performance e os requisitos técnicos dos sistemas em terra, de forma a caracterizar o seu funcionamento em órbita, antes do lançamento para o espaço”, explica Ricardo Lopes, membro da equipa do INEGI dedicada ao programa Copernicus.

O projeto LEA – Large European Antenna, ainda em curso, no âmbito do qual o INEGI está a desenvolver equipamentos que vão testar e validar o funcionamento no espaço da primeira antena europeia desdobrável de grandes dimensões, uma das mais indispensáveis e críticas tecnologias para os satélites do futuro, é exemplo da experiência acumulada do INEGI, que se reflete diretamente no trabalho que será agora desenvolvido para o programa Copernicus.

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