Inaugurada sede da maior iniciativa em nanotecnologia de Minas Gerais

Foto: Divulgação http://www.fundep.ufmg.br/ctnano-nova-sede/ 

O Centro de Tecnologia em Nanomaterias e Grafeno da Universidade Federal de Minas Gerais (CTNano/ UFMG) agora tem uma nova sede. Com 10 laboratórios e equipamentos de última geração, o centro está funcionando desde ontem, em um edifício de quatro andares dentro do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec). Criado em 2013, o CTNano desenvolvia suas atividades em espaços provisórios.

A iniciativa nasceu de um projeto de planejamento de rotas tecnológicas realizado por pesquisadores da UFMG em 2010, e acumula resultados em ciência básica e aplicada, reflexos de anos de planejamento e dedicação. E nessa nova fase, a possibilidade de centralizar projetos e equipes contribuirá para a ampliação e eficiência das atividades e a expectativa é que aconteça um aumento da produção interna, impulsionando o desenvolvimento nanotecnológico.

Em entrevista ao portal da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), Marcos Pimenta, coordenador geral do Centro e professor do departamento de Física da UFMG afirma que: “Na nova sede, poderemos construir reatores maiores para a produção desses materiais e do cimento nanoestruturado. Será possível, também, aumentar a escala de produção dos compósitos poliméricos, permitindo atendermos a demandas da indústria por esses materiais”

O CTNano é reconhecido no país e já obteve mais de 25 patentes. Um exemplo de tecnologia patenteada é a possibilidade de produzir cimento por meio da mistura de nanotubos de carbono ao produto, o que reduz o preço de fabricação além de gerar um cimento mais resistente. “O número de patentes e a expertise consolidada em 20 anos de atuação compõem o grande diferencial do centro. Além da infraestrutura para o desenvolvimento desta tecnologia, temos um corpo de 70 cientistas atuando no CTNano”, diz Marcos Pimenta na entrevista.

Para Bruno França Pádua, diretor executivo da Neo Ventures e coordenador da frente de plano de negócios e captação de recursos do CTNano entre 2011 e 2017, a iniciativa é um novo passo para uma instituição que possibilita ao Brasil alçar novos patamares no ramo da inovação. “O CTNano é uma iniciativa de extrema importância para o Brasil, não só na área de tecnologia, mas também no desenvolvimento da ciência aplicada, em geral. Simbolizando uma interface entre a universidade e a indústria, o que contribui para o fortalecimento industrial do país”, ressalta.

As possibilidades da aplicação da nanotecnologia não se restringem à apenas uma área. Setores fundamentais para o produto interno bruto (PIB) do Brasil são beneficiados, como o petrolífero e mineral, com a produção de materiais mais resistentes e efetivos para os produtos e processos dos setores. Outro exemplo de aplicação é no setor automotivo, no qual os nanocompósitos acrescentam resistência ao fogo e qualidades mecânicas superiores a materiais sem a aplicação da tecnologia. As oportunidades extrapolam esses exemplos: a nanotecnologia pode ser empregada ainda em ramos como o agronegócio, a biotecnologia, a produção farmacêutica e outros.

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