IFood aposta em drones e robôs para se manter no topo

  • em 21 de fevereiro de 2020

Com os maiores números do país no segmento de entregas de comida, o iFood aproveitará o faturamento crescente para investir em novas tecnologias e se manter no topo. O aplicativo de delivery, que só em novembro do ano passado registrou 26,6 milhões de pedidos, concentrará forças no desenvolvimento de ferramentas de automação, como drones e robôs.

O planejamento foi explicado por Bruno Henriques, vice-presidente de inovação e inteligência artificial do iFood, em entrevista ao portal Época Negócios. “A velocidade de mudança com que as coisas acontecem hoje e a forma como novos players entram no mercado obriga a gente a se reinventar toda hora”, diz. “Ficar parado fazendo aquilo que já deu certo no passado é uma questão de tempo para a gente bater no muro e se deparar com uma perda de liderança, alguma coisa do tipo”.

Ele explicou que, embora o iFood seja uma empresa consolidada, muito pela escala que conseguiu, não pode ficar parada. Bruno a comparou com um grande barco, com rota estabelecida, mas que precisa manter células de inovação para, por ventura, mudar a trajetória.

“Essas células, que nós chamamos de jet skis, são grupos de poucas pessoas, com perfil inovador, com mente aberta, com aptidão muito maior para tomar risco”, relata. “Se acho que existe um caminho entre os icebergs, eu mando o jet ski na frente. Se ele bater, vai afundar, mas é só um jet ski”.

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Vencer distâncias e aprimorar

No momento, os jet skis do iFood transitam na área de logística. Miram, sobretudo, os drones. “Nossa grande hipótese é usar os drones em áreas mais isoladas, como intermediário na entrega de comida”, explica. “A gente está pensando na aeronave para cumprir essa distância longa. Ele faz a rota numa velocidade gigante e pousa em algum droneport. O entregador pega dali e percorre a última milha”.

Já os robôs, outro alvo da empresa, aumentariam a eficiência na recepção dos entregadores nos restaurantes. “Hoje, a praça de alimentação dos shoppings está cheia de entregadores, com aquelas mochilas grandes. Nossa ideia é organizar a retirada de comida com um robozinho. Ele leva tudo para um ponto de encontro do lado de fora. Nesse ponto de distribuição, um drone leva para longe ou a comida já sai com um entregador, para um cliente final”.

Bruno diz que o iFood deve colocar em operação, até o fim do ano, três unidades de drones e três de robôs. O executivo, porém, não especificou em quais cidades as máquinas irão operar.

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