Inteligência artificial antecipou surto de coronavírus

  • em 5 de fevereiro de 2020

A epidemia de coronavírus segue preocupando o mundo. Já são quase 500 óbitos, 25 mil casos confirmados só na China e registros de contágio em diferentes países. Enquanto Governos atuam para conter o avanço da doença, empresas de tecnologia se colocam à disposição para contribuir. O primeira alerta sobre o vírus, inclusive, partiu de uma health tech canadense com foco em inteligência artificial.

No último dia de 2019, a BlueDot encaminhou e-mail para organizações de saúde e companhias áreas. O informe orientava as pessoas a evitarem a cidade de Wuhan e seu entorno. Justamente o local considerado o epicentro do vírus. O recado chegou aos clientes da startup 10 dias antes da primeira manifestação da OMS e sete dias antes do aviso emitido pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos.

O alerta da health tech está longe de ser evasivo. A empresa oferece uma plataforma de rastreamento de informações sobre saúde, levantada junto a centenas de fontes, de vários países. Com um sistema eficiente de inteligência artificial, machine learning e algoritmos de previsão, esses dados são compilados de forma instantânea. A BlueDot ainda conta com uma equipe de 40 pessoas, entre médicos e programadores, para ajudar o sistema no refinamento desses dados.

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Confiança na Inteligência artificial

A ideia da empresa surgiu justamente durante uma epidemia similar à do coronavírus. Em 2003, em meio ao surto mundial de uma gripe conhecido como SARS, o médico infectologista Kamran Khan começou a pensar sobre uma plataforma que consiga reunir informações e alertar, o mais rápido possível, sobre o início de contágios. O projeto só saiu do papel dez anos depois, depois de Khan conseguir levantar investimentos próximos a US$ 9,4 milhões.

Khan confia no trabalho que vem desenvolvendo. “Sabemos que não se pode confiar nos governos para fornecer informações em tempo hábil”, diz o fundador e CEO da BlueDot, em entrevista para a Wired. “Podemos captar notícias de possíveis surtos, pequenos murmúrios, fóruns ou blogs com indicações de algum tipo de evento incomum acontecendo”.

Sobre o coronavírus, Khan avalia que a empresa teria condições de antecipar ainda mais o alerta. Só não foi possível pelo fato de o sistema de inteligência artificial não levar em consideração as redes sociais. Nessas redes, segundo o médico, há muitos ruídos, o que as torna pouco confiáveis.

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