Hacker e minicomputador roubam dados da NASA

O maior centro de tecnologia aeroespacial do mundo esteve, por mais de um ano, ameaçado por um minicomputador de pouco mais de U$ 35,00. Desde abril do ano passado, um hacker, ainda desconhecido, esteve infiltrado nos computadores da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, a NASA, dos Estados Unidos. Como ferramenta de invasão, ele utilizou apenas o modelo Raspberry Pi, do tamanho de um cartão de crédito, conectado a um aparelho televisor.

O ataque atingiu sobretudo as redes do Jet Propulsion Laboratory (JPL), localizado na cidade de Passadena, Califórnia. Foram roubados cerca de 500 megabytes de dados, segundo o boletim divulgado este mês pela agência. Na montanha de informações científicas levadas, havia as obtidas pelo astromóvel Curiosity, que realiza há oito anos uma missão em Marte. Avalia-se, ainda, que foram perdidos dados sobre exportações norte-americanas e até sobre tecnologias de cunho militar.

“Mais importante ainda, o hacker conseguiu se infiltrar em duas das três redes principais do JPL”, diz o relatório da NASA, publicado em portais como O Globo. “Atacantes de ameaças persistentes avançadas se movem pacientemente e metodicamente, de sistema a sistema, procurando vulnerabilidades para avançar com o ataque”.

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O pequeno Raspberry Pi comprometeu a segurança de redes importantes, como a da Deep Space Network, tido como o maior sistema científico de telecomunicações do mundo, com rádios nos Estados Unidos, Espanha e Austrália. O temor é que a sua ação atingisse o Centro Espacial Johnson, em Houston, sede da Estação Espacial Internacional.

Mesmo contida, a invasão constrangeu a instituição. “A incapacidade de se proteger contra ataques cibernéticos em geral e as ameaças persistentes avançadas, em particular, coloca em risco o status da Nasa como líder global em exploração espacial e em pesquisa aeronáutica”, afirma o relatório.

 

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