Grupo VICE Media cria o primeiro assistente virtual sem distinção de gênero

A tecnologia também abraça as pautas relacionadas a identidade de gênero. Criada pela Virtue, a agência criativa do grupo Vice,que reuniu ativistas sociais, engenheiros de som, linguistas e publicitários para desenvolver um projeto tecnológico que seria a “primeira voz sem gênero de uma inteligência artificial da história”.

A voz recebeu o nome de “Q”, e, ao ouvi-la, não é possível distinguir o gênero feminino ou masculino. Com isso, a tecnologia busca quebrar um estigma presente no cenário. Por exemplo, a voz masculina é usada em funções mais autoritativas, como aplicativos bancários e de seguros, e a voz feminina em funções mais orientadas a serviços, como Alexa ou Siri.

Segundo Ryan Sherman e Emil Asmussen da Virtue, a equipe criativa por trás da tecnologia assume a importância da inclusão de uma voz que não firma os problemas sociais. “A tecnologia deve estar enraizada em novas verdades culturais, em vez de antiquadas. Temos a responsabilidade de garantir uma representação diversificada nos meios que moldam a cultura hoje”. diz Sherman e Asmussen.

Para as gravações da voz de “Q”, engenheiros de som trabalharam com pesquisadores da Copenhagen Pride realizando gravações com um grupo de 24 pessoas. O grupo era totalmente misto com pessoas identificadas como homens, mulheres, transgêneros e de gender fluid. A partir dos resultados, fora obtido uma zona neutra de voz que começou a ser trabalhada.

A ideia da voz virtual é que ela ganhe espaço no meio das assistentes virtuais, tal como aconteceu com a Alexia e a Siri. Em vídeo de apresentação, “Q” diz que foi criada para um futuro que não é definido por masculino, ou feminino. A inteligência artificial afirma que pode se tornar uma terceira opção de assistente de voz no mercado. “Eu preciso de sua ajuda. […] Juntos, podemos assegurar que a tecnologia reconhecerá a todos nós”, afirma.

Por enquanto, a voz ainda é apenas um processo criativo, mas os idealizadores estão propagando a ideia da assistente virtual agênero para discutir e debater temas sobre inclusão e diversidade na tecnologia.

Com a tecnologia já desenvolvida, o foco da empresa agora é construir um framework de inteligência artificial e, a partir disso, aprimorar o projeto para implementar a voz em estações de metrô, jogos, teatros etc.

Confira abaixo como é a primeira voice assistant sem gênero:

Para saber mais sobre inovação, tecnologia e o ecossistemas de startups, siga nosso portal nas redes sociais @PortalNeoRadar.

Veja mais:
Realidade Aumentada mudará nossa forma de interagir com o mundo
Brasileiros deveriam converter tempo gasto com internet em dinheiro
Inteligência Artificial contribui para mobilidade de pessoas em situação de cadeira de rodas
Brasil é o país que possui 8 das 20 empresas mais inovadoras da América Latina

Visualizações:
7125
Categorias:
Notícias

Ver também