Google é alvo de 3° processo antitruste nos EUA em três meses

  • em 18 de dezembro de 2020
Fachada do Google

Em um intervalo de oito semanas, o Google se tornou alvo do terceiro processo antitruste nos Estados Unidos. A nova ação é movida por 35 estados, além de Washington D.C. e os territórios de Porto Rico e Guam. A acusação é de que a empresa mantém práticas ilegais e anticompetitivas por meio de seu buscador.

Os Estados pedem para que o processo seja consolidado com o que foi aberto pelo Departamento de Justiça em outubro, de acordo com comunicado da procuradoria geral do Colorado. Os estados afirmam que a pesquisa do Google é desenvolvida para priorizar os produtos da empresa em vez de oferecer uma competição justa com outros sites. A ação cita que a companhia reduziu o alcance de sites como Expedia e Yelp nos resultados de busca para favorecer seus próprios serviços.

Segundo o advogado-geral do Colorado, Phil Weiser, o objetivo do processo é restaurar a concorrência. “As ações anticompetitivas do Google protegeram seus monopólios gerais de busca e excluíram rivais, privando consumidores dos benefícios das escolhas competitivas, impedindo a inovação e prejudicando novas entradas [de concorrentes] ou expansões”, afirmou.

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A advogada-geral de Nova York, Letitia James, classificou o Google como o “gatekeeper da internet”, que tem o poder de direcionar o que a maioria dos usuários acessa. “O Google está na encruzilhada de muitas áreas de nossa economia digital e usou seu domínio para esmagar ilegalmente os concorrentes, monitorar quase todos os aspectos de nossa vida digital e lucrar bilhões”, declarou.

Com a instauração do processo, o Google questionou as acusações das autoridades dos EUA. Em comunicado, a empresa afirmou que considera o escrutínio válido e que está preparada para responder aos questionamentos, mas defende que o processo será prejudicial para os usuários.

“Este processo visa redesenhar a busca de forma a privar os americanos de informações úteis e prejudicar a opção de empresas se conectarem diretamente com os consumidores. Estamos ansiosos para apresentar esse caso no tribunal, mantendo o foco em fornecer uma experiência de alta qualidade para nossos usuários”, aponta o comunicado assinado por Adam Cohen, diretor de política econômica do Google.

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Notícias

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