Gigantes de tecnologia enfrentam desconfiança nos EUA

  • em 18 de julho de 2019

As quatro gigantes de tecnologia não estão passando bons dias com o congresso norte-americano. Na última quarta-feira, dia 18, representantes da Amazon, Apple, Facebook e Google enfrentaram uma sabatina junto a parlamentares democratas e republicanos, em Washington. Entre as pautas, a concentração de mercado e as pretensões de domínio também no setor financeiro.

O tom das conversas esteve longe de ser amigável. As mais questionadas foram a Amazon e o Facebook, que recentemente lançou a Libra, sua criptomoeda. “Eu não confio em vocês”, disse a senadora Martha Sally, de acordo com reportagem do The New York Times.

Os parlamentares perguntaram sobre supostas práticas anticompetitivas, como concentrar mercados nas redes sociais. A empresa de Zuckerberg, por exemplo, controla quatro das seis plataformas mais utilizadas no mundo. Já a Amazon vem se fortalecendo como único marketplace de dimensões globais. “Temos uma palavra para tudo isso, e ela é monopólio”, afirmou o deputado Joe Neguse.

Os argumentos, claro, foram rebatidos. As gigantes explicaram que os avanços que viabilizaram na indústria de comunicação desenvolveram outras empresas, startups que hoje lhes fazem frente e disputam fatias de mercado.

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Libra

A moeda virtual do Facebook também demandou explicações. Houve muitos questionamentos sobre como serão as transações pelo WhatsApp e Messenger. As respostas não agradaram.

“Como uma criança que tem uma caixa de fósforos, o Facebook ateou fogo à casa repetidas vezes e chamou cada incêndio de um aprendizado”, disse o senador Sherrod Brown. “Seríamos loucos em dar a eles uma chance de experimentar com as contas bancárias das pessoas e permitir que usem ferramentas poderosas que não entendem, como políticas monetárias.”

A Libra enfrenta barreiras em outras esferas de poder. O presidente do Banco Central dos Estados Unidos já manifestou preocupação com a cripto, principalmente em relação à problemas como lavagem de dinheiro. Instituições similares da Grã-Bretanha, França, Singapura e China reforçaram o discurso de que a nova moeda tem potencial de ameaça à estabilidade financeira de todo o mundo.

 

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