Gigantes de logística investem no uso de drones

  • em 20 de maio de 2019

A cada dia, os drones vem se fortalecendo como uma opção importante para o setor de logística. Nesta semana, duas grandes empresas de transporte decidiram se unir e investir na ferramenta. A DHL Express e a EHang se juntaram para oferecer um serviço de entrega via drones, a princípio apenas na China.

O desafio da parceria é superar em tempo e custo as empresas que hoje operam em Pequim, Xangai e outras grandes metrópoles do país asiático. Os primeiros testes indicam que os obstáculos serão superados. Mais do que a redução no consumo de energia em comparação ao transporte rodoviário, a duração da entrega foi, em média, cinco vezes menor.

Os discursos são otimistas. “Estamos muito satisfeitos em estabelecer com a Ehang um marco de inovação com esta nova solução de logística de drones, totalmente automatizada e inteligente”, explica Wu Dongming, CEO da DHL Express China, de acordo com matéria postada no portal EngenhariaE. “É a combinação entre a força da maior empresa de transporte expresso com uma das principais empresas de VANT do mundo”.

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Sem fronteiras

Outras empresas, em outros continentes, já haviam escolhido os drones como meta de investimento. No mês passado, em Camberra, na Austrália, a startup Wing, que pertence à holding Alphabet, da Google, iniciou um serviço de entrega aéreo por meio dos pequenos veículos. Com o aval da Associação Civil de Segurança da Aviação do governo da Austrália do Governo, os testes durarão um ano e meio.

Porém, o caso mais emblemático do uso de drones como meio de transporte talvez tenha ocorrido nos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Baltimore, em Maryland. No início do mês, um desses veículos voou 4,2 km em 10 minutos para levar um rim à University of Maryland Medical Center (UMMC). O órgão foi transplantado em Trina Glispy, que esperava por uma cirurgia há oito anos.

De acordo com Joseph Scalea, médico que realizou a operação, a escolha do drone foi primordial para reduzir os riscos da paciente. A rapidez na entrega possibilitou que o rim chegasse ao hospital em melhores condições. O controle remoto também foi destacado. “Nós podemos monitorar em tempo real, como se fosse um Uber para órgãos”, disse na ocasião.

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