Fundos bilionários miram em startups brasileiras

  • em 14 de maio de 2019

Em tempos de baixo crescimento econômico e dificuldades para obtenção de crédito, um grupo de investidores vem aplicando cifras bilionárias em startups brasileiras. Eles estão por trás, por exemplo, de expoentes como Nubank, Movile, Stone 99 e PagSeguro. Nos últimos oito anos, R$ 13 bilhões saíram de fundo criados por esses grupos. Só em 2018, foram R$ 5,1 bilhões, o que representa 65% de todos os investimentos realizados na América Latina no ano.

Os números, apresentados pela LAVCA, sigla em inglês para Associação Latino-americana de Private Equity e Venture Capital, tendem a crescer. De acordo com reportagem de Reneé Pereira, publicada no Estadão, a japonesa Softbank planeja investir US$ 5 bilhões, ou algo próximo a R$ 19,8 bilhões, em startups com potencial de crescimento no continente. Uma fatia considerável desse montante deve seguir para o Brasil.

Os grupos com mais tempo de investimentos são Monashees, Kaszek, Redpoint eVenture, Valor Capital e 500 Startups. A maioria dos que os comandam são justamente empreendedores que fizeram fortuna ao vender suas empresas. Há também ex executivos de multinacionais e até diplomatas, pessoas dispostas a caçar unicórnios e investir muitos recursos para alavanca-los.

Risco alto

O modus operandi é conhecido. Os grupos investem em muitas startups iniciantes ao mesmo tempo, com aplicações que vão de R$ 100 mil a R$ 300 milhões. Muitas não vingarão ou darão pouco retorno. Porém, as que alçam sucesso costumam compensar, em muito, as perdas financeiras das outras. Os que apostaram na 99, por exemplo, vendida para a chinesa Didi por cerca de U$ 1 bilhão, embolsaram 60 vezes o valor que aplicaram.

“Investir em startups é pensar no que pode dar certo”, diz Anderson Thees, sócio do fundo Redpoint eVentures, em entrevista para o Estadão. “É futuro versus passado”.

Mesmo com os riscos, o momento no Brasil nunca foi tão positivo para as startups. Quem garante é Paulo Veras, o fundador da 99. Ele se recorda das dificuldades que os pequenos empreendedores, com bons projetos, encontravam anos atrás. Também para a matéria do Estadão, o empresário afirmou que os dias de investimentos escasso teriam acabado. “O mercado nunca teve tanto dinheiro para startup”.

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