Fapesp destina R$ 30 mi a projetos contra o coronavírus

  • em 24 de março de 2020

Diante da pandemia da Covid-19, cientistas em todo o mundo se mobilizam em busca de medicamentos que possam salvar vidas. No Brasil, pesquisadores e startups de saúde receberão um apoio de peso nessa corrida. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, encaminhará R$ 30 milhões a esses grupos que estão empenhados na luta contra o coronavírus.

De acordo com o edital publicado no dia 21, o primeiro terço desse montante será destinado às pesquisas já em andamento sobre compreensão, redução de risco, gestão e prevenção ao vírus. Os projetos a serem contemplados devem ter duração de 24 meses e valor máximo de R$ 200 mil. O prazo para submissão vai até 22 de junho de 2020.

Mais para frente, em um segundo edital, a Fapesp liberará os outros R$ 20 milhões para microempresas de até 250 funcionários. Elas deverão ser capazes de escalonar os novos produtos de combate à doença, como kits de diagnóstico e ventiladores pulmonares. O prazo de submissão será o dia 6 de abril, podendo ser prorrogado por 15 dias. Cada projeto aprovado terá R$ 1,5 milhão de apoio.

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“O combate a epidemias e doenças em geral é sempre um processo complexo, que exige ações técnicas, pessoal treinado e decisões políticas fundamentadas na ciência”, disse afirmou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

“Os dois editais emergenciais da FAPESP se destinam a financiar o desenvolvimento de boas ideias para o combate à epidemia, tanto no que diz respeito ao conhecimento científico relativo ao agente, seus efeitos no organismo e tratamentos, como em seus aspectos tecnológicos, em especial à criação de produtos e serviços que melhorem a nossa capacidade de reação”.

Ajuda

A proposta do Governo de São Paulo é incentivar pesquisadores que, por ventura, estejam desenvolvendo outros projetos, direcionem a sua atenção para o coronavírus.

“As pesquisadoras que decodificaram o genoma do coronavírus no Brasil estavam desenvolvendo um projeto de outro tema. Esbarraram nessa possibilidade e pediram recurso adicional. A ideia é que façamos isso não no varejo, mas no atacado”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, em entrevista à Folha de S. Paulo.

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