Estudo aponta crescimento das fintechs brasileiras

A retomada da economia brasileira, após um longo período recessivo, ainda está longe do esperado, muito pela reconhecida alta carga tributária e pelos gargalos burocráticos que inibem o empreendedorismo. Ainda assim, despontam por aqui startups promissoras, em especial na área financeira. O Brasil já possui 550 das chamadas fintechs, sendo 17 delas consideradas “superfintechs” e duas “unicórnios”.

O animal mitológico, como se sabe, identifica as empresas que oferecem algo disruptivo, além de também terem atingido um valor de mercado superior a um bilhão de dólares.  As duas com esse status são a Stone, com US$ 7,4 bilhões, e a Nubank, hoje avaliada em US$ 4 bilhões. Já as outras 15, embora ainda um tanto distantes dessas cifras, são consideradas muito “acima da média”, segundo o estudo Fintech Mining Report, realizado pela holding de negócios Distrito, com colaboração da consultoria KPMG.

Para elencar as 17, o trabalho de pesquisa foi intenso. Levantou-se o que foi possível descobrir de cada startup, incluindo postagens em redes sociais e matérias publicadas na imprensa.  Foram analisados faturamentos, rodadas de investimento, capacidade de escala, funcionários, área de abrangência. Com os dados em mãos, a Distrito e a KPMG criaram um algoritmo que conseguiu mensurar o tamanho e o potencial de crescimento das novas empresas.

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Postulantes a unicórnios

O estudo destacou três startups no caminho para entrarem no rol dos unicórnios. Uma  delas é a Ebanx, que opera serviços de pagamento para mais de 500 empresas, incluindo gigantes como Airbnb , AliExpress e Spotify. As outras duas são a Conta Azul e a Creditas.

“Elas têm levantado recursos expressivos dos investidores, atraem a atenção do mercado e dos usuários e apresentam tração acima da média, mesmo dentro do grupo selecionado de superfintechs”, disse Gustavo Gierun, cofundador da Distrito, ao portal Exame.

Além das duas unicórnios e das três postulantes, as outras “superfintechs” são: Certisign; Clearsale; Conductor; Contabilizei; Creditas; Geru; GuiaBolso; Neon; Pravaler; RecargaPay; Trigg; Weel; e Zoop.

Gierun vê com otimismo o crescimento do setor, mas alerta sobre os obstáculos, entre eles a falta de mão-de-obra qualificada e a escassez de recursos para ampliar o leque de serviços. “Investimento é um fator determinante para o crescimento das fintechs, especialmente em setores competitivos, como o de meios de pagamento. Mesmo assim, as fintechs conseguem se destacar frente aos bancos por sua agilidade no entendimento do consumidor”, explica.

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