Entenda por que a Microsoft quer comprar o Tik Tok

Microsoft e Tik Tok

As mais de duas décadas de esforços da Microsoft para se estabelecer na China podem ser em breve recompensadas. A empresa é a principal candidata a comprar o app de rede social Tik Tok da empresa chinesa ByteDance. Depois das ameaças do governo Trump de proibir o TikTok, alegando riscos para a segurança nacional, essa jogada seria a salvação do aplicativo, já que as operações ficariam sob controle total de uma empresa americana.

No entanto, o acordo precisa ser finalizado até 15 de setembro, caso contrário o TikTok será fechado. Para a Microsoft, a negociação seria um divisor de águas com o potencial de renovar a imagem da empresa entre os usuários mais jovens, que não usam produtos da empresa porque preferem concorrentes como o Chromebook do Google, ou o iPhone e o iPad da Apple.

Donald Trump publicou na semana passada um decreto proibindo empresas americanas de fazer negócios com as firmas proprietárias dos aplicativos TikTok e WeChat. No decreto, o governo americano diz considerar as empresas chinesas uma ameaça para a segurança nacional.

Agora, a empresa está na fase de análise, confirmou que se interessa mesmo pelo TikTok e deve apresentar algo mais concreto quanto a isso nas próximas semanas, lembrando que Trump deu 45 dias para que a aquisição seja completada. Caso contrário, o destino do TikTok deve ser mesmo o bloqueio nos EUA, como aconteceu na Índia e pode acontecer ainda no Japão.

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Assim, independentemente de estarem erradas ou não as acusações feitas pela administração de Donald Trump de que o TikTok espiona cidadãos dos EUA e repassa tudo para Pequim, a Microsoft parece ter nas mãos a chance de adquirir o ingresso dourado para o restrito clube das redes sociais muito bem-sucedidas do planeta.

No entanto, o TikTok coleta os mesmos tipos de dados que outras plataformas de redes sociais, como Facebook e Twitter. Além disso, a empresa está tomando muitas medidas para tentar comprovar que não é usada como parte do exército ou do serviço de inteligência chinês.

Embora esteja afastado desde março do conselho de diretores da Microsoft, Bill Gates, cofundador e atual consultor de tecnologia da companhia, não deixa de estar atento às recentes notícias.

Em entrevista recente à Wired, o bilionário deixou claro que não vê a negociação com bons olhos e afirma que a possível aquisição será um “cálice de veneno” para a Microsoft, por mais que ter um concorrente a altura do Facebook seja algo positivo para os negócios da empresa.

O magnata observa também que o mercado de redes sociais “não é um jogo simples”, já que a companhia que ajudou a construir terá que lidar com um novo nível de moderação de conteúdo. Vale ressaltar que, em 2016, a Microsoft adquiriu o LinkedIn pela quantia de US$ 26,2 bilhões, sendo até então a maior aquisição da história da empresa.

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