Ebanx ultrapassa U$ 1 bi de valor e se torna unicórnio

  • em 17 de outubro de 2019
Ebanx

O Brasil iniciou a semana com mais um unicórnio em sua lista de startups. Quem ganhou essa condição foi a fintech Ebanx, com sede em Curitiba. Ela ultrapassou o US$ 1 bilhão de valor de mercado após receber aporte da FTV Capital, dos Estados Unidos.

Embora o tamanho desse investimento não tenha sido divulgado, já se sabe que ele será aplicado na rota de expansão da empresa, cujo faturamento deve chegar a US$ 150 milhões nesse ano. Criada há sete anos, a Ebanx se especializou em processos de pagamentos. Presta serviços na América Latina para grandes companhias, como AliExpress, Spotify, Wish e Airbnb.

“Tornar-se um unicórnio reflete as soluções únicas que criamos para atender às demandas de algumas das marcas mais reconhecidas do mundo desde que fundamos a Ebanx em 2012”, disse Alphonse Voigt, um dos fundadores da Ebanx, em nota postada na página da startup. “Desde o início, nosso foco está em conectar pessoas na América Latina a empresas globais que fornecem acesso e capacidade ininterrupta de realizar transações”.

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Passado e futuro

A parceria com a FTV Capital não é nova. Em 2017, em conjunto com a Endeavor Catalyst, o investidor já havia colocado US$ 30 milhões na Ebanx. Foi o primeiro montante levantado pela startup desde a inauguração. De lá para cá, o novo unicórnio cresceu as suas receitas em 80%.

“O Ebanx superou consistentemente nossas expectativas, quase dobrando os volumes de processamento em dois anos, para mais de US$ 2 bilhões”, diz Robert Anderson, sócio da FTV Capital. Ele está otimista com relação ao mercado de comércio eletrônico da América Latina que, segundo ele, deve dobrar de tamanho em três anos. “É uma oportunidade, já que é um mercado de pouca penetração”.

De fato, os planos da startup de Curitiba é se estabelecer em outros países da região. A meta mais próxima a ser cumprida é a Colômbia, onde a empresa deve desembarcar já em 2020.  “Até 2022, pretendemos ser líderes tanto em pagamentos cross-border quanto locais, para empresas globais na América Latina”, diz Voigt.

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