Desafios e oportunidades do financiamento à inovação

  • em 7 de janeiro de 2019

Por: Janayna Bhering
Gerente de Negócios e Parcerias FUNDEP

O termo startup, para designar empresas recém-criadas e rentáveis, começou a ser popularizado nos anos 1990, quando houve a primeira grande “bolha da internet”. Naquele período, grande parte da explosão de startups surgiu no Vale do Silício (Silicon Valley), uma região da Califórnia, Estados Unidos, de onde saíram empresas como Google, Apple, Facebook, Yahoo e Microsoft. No Brasil, as primeiras empresas a seguir este modelo apareceram no início do Século XXI. Porém, foi a partir de 2010 que o segmento apresentou um crescimento vertiginoso, de acordo com a Associação Brasileira de Startups – ABStartups (2016).

O ecossistema brasileiro, apesar de ainda imaturo, quando comparado a outros países como Estados Unidos, Canadá, Israel e Reino Unido, tem se fortalecido. Em 2016, o Brasil ficou em 12º lugar no ranking dos mercados mais promissores para startups. Minas Gerais tem se posicionado como o Estado do conhecimento e da inovação. Cada vez mais tem se estruturado de forma a criar um ambiente propício para o fortalecimento das startups.

O país e o Estado estão criando um ambiente propício para o desenvolvimento de negócios inovadores, o que é um fator positivo, visto que as novas tecnologias provocam crescimento econômico em todos os setores. Segundo o Sebrae (2016), “um ecossistema empreendedor é formado a partir da colaboração de empreendedores, governos, instituições, grandes corporações e outros potenciais agentes de uma região”. As empresas de inovação têm se mostrado essenciais para reerguer a economia e encontram apoio para enfrentar os desafios. Por meio da promoção de eventos e colaboração em geral, os envolvidos buscam suprir as necessidades uns dos outros e, assim, formar parcerias que acabam trazendo benefícios para a região onde atuam.

Independente do segmento, as startups enfrentam desafios similares para o desenvolvimento do seu negócio. Dentre os principais, está a dificuldade de captação de recursos, seja para desenvolver uma pesquisa de bancada ou uma prova de conceito, validar tecnicamente uma tecnologia, construir o MVP (Minimum Viable Product -Produto Minimamente Viável) e realizar o escalonamento de sua tecnologia/produto/negócio no mercado. Em suma, o grande desafio é sobreviver ao “Vale da Morte” e se lançar como um negócio exitoso.

Mas onde buscar estes recursos? Como saber detalhes sobre as principais linhas ou editais? As respostas estão nos agentes de fomento, com destaque em âmbito nacional para:

MCTIC: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
FINEP: Financiadora de Estudos e Projetos
SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

Em Minas, destacamos ainda:

BDMG: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais
FAPEMIG: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais 

Outros sites que fornecem este tipo de informação:

FINANCIAR: Sistema Financiar
ABDI: Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
GUST: Plataforma de Gestão de Investimento

Neste contexto, o NeoRadar se coloca como uma fonte de informações contínua para apresentar aos seus leitores o caminho para a obtenção de recursos. Quinzenalmente, apresentaremos um clipping de onde obter fomento para o seu projeto, além dos principais editais disponíveis no momento.

Siga-nos nas redes sociais.
@PortalNeoRadar

Veja mais:
Dicas para melhorar a inovação de grandes empresas
As estratégias da TV para superar as inovações dos serviços de streaming
Inovação a todo vapor: Banco Inter anuncia plataforma de Home Broker gratuita
Empresa canadense oferece financiamento para pagar anúncio de Startups no Google e no Facebook

Views:
6302
Article Categories:
Análises

Ver também