Darwinismo Empresarial: quem não se adapta, não evolui

O relacionamento entre empresas tradicionais e as startups

Não é novidade que a ascensão das startups e as inovações provocadas por esse novo modelo de empresa, modificou o panorama dos negócios, inclusive das empresas tradicionais, mas a grande questão é como acontece a convivência entre elas, como se relacionam, se competem e como uma pode contribuir com a outra. E, é nesse contexto que surgem diferentes formas de engajamento entre empresas tradicionais e startups, do inglês Corporate Startup Engagement (CSE).

“As grandes empresas enfrentam mais problemas para criar e incorporar tecnologias externas e práticas inovadoras em seus negócios, em comparação com as startups, e isso é causado, na maioria das vezes, pela inércia organizacional, estrutura complexa e pressões para a excelência operacional presentes, entre outros”, explica Vinícius Roman, co-founder e diretor técnico da Neo Ventures.

Segundo ele, em contrapartida, as startups possuem uma estrutura mais leve, que permite o desenvolvimento mais ágil e eficiente das soluções. “São empresas que já nascem com a tecnologia, sem muita burocracia organizacional, porém com grandes limitações, especialmente de capital e acesso a mercado,” diz.

Vinícius acredita que ao trabalharem juntas, as duas se complementam. “O estabelecimento de relações com startups é uma forma promissora para que as empresas tradicionais aprendam e alavanquem sua competitividade, além de se beneficiar com a interação dentro do ecossistema de empreendedorismo e inovação, assimilando esse ambiente que favorece a rápida absorção de novas práticas e soluções.” destaca.

Segundo ele, as startups também podem se beneficiar da interação direta com as grandes organizações, já que as empresas tradicionais possuem expertise, robustez, credibilidade, maturidade de processos e uma série de outros recursos capazes de alavancar quem está começando no universo dos negócios.  

Diferentes estudos, como o #500 Corporations: How do the World’s Biggest Companies Deal with the Startup Revolution?, apresentado pela renomada escola de negócios INSEAD em parceria com a aceleradora 500 Startups, reforçam o potencial da relação entre empresa e startup, mas é necessário realizar essas coalizões com estratégia e visão de mercado. Para Vinícius é preciso estar aberto ao diálogo, porque a intercessão entre esses dois mundos envolve um choque de diferentes culturas organizacionais. “Apenas a conexão empresa-startup não é garantia de sucesso, muito pelo contrário, pode gerar frustrações e ser prejudicial para ambas”, afirma. Ele acrescenta que antes de resolver criar uma iniciativa CSE a empresa deve definir quais são os objetivos, os recursos disponíveis e as expectativas da corporação, uma vez que para cada objetivo existe uma abordagem mais adequada para se relacionar com as startups.

Por Vinicius Roman, co-founder e diretor técnico da Neo Ventures

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