Coração gerado em impressora 3D abre novos caminhos na medicina

No futuro, o órgão feito de material genético humano poderá reduzir as chances de rejeição após transplantes

Na série Westworld, da HBO, impressoras 3D imprimem robôs complexos e similares aos seres humanos. Embora pareça algo possível apenas na ficção, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv em Israel, mostraram que essa é uma realidade cada vez mais próxima, ao criarem um coração completo a partir de tecido humano, em uma impressora 3D.

O órgão tem 2,5 centímetros e possui todos os vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras. Para a impressão dele foi utilizado um material biológico, obtido por meio de uma amostra de tecido gorduroso coletada de um paciente. Após a coleta, foram separados os componentes celulares e não celulares. As células foram “reprogramadas” para se transformarem em tronco, e, posteriormente, em células cardíacas. Enquanto isso, o tecido não celular, foi convertido em um gel que serviu de tinta para a impressão. É o que explica Tal Dvir, professor da Universidade de Tel Aviv e coordenador do projeto.

O pequeno coração levou três horas para ser impresso e utilizou milhares de células. Um coração de tamanho real, contudo, levaria um dia e necessitaria de cerca de um bilhão de células.

A conquista abre prerrogativa para uma nova fase nas pesquisas voltadas ao transplante de órgãos. Dvir, em declaração à mídia regional, informou que: “em 10 anos, os melhores hospitais ao redor do mundo, vão contar com impressoras de órgãos. E esses procedimentos serão realizados rotineiramente”.

A impressão de órgãos representaria uma revolução na medicina e seria uma vantagem, não apenas por acelerar o processo do transplante pelo fato de não depender de doador, mas, também, por causa da biocompatibilidade. Já que, como aponta Dvir, a tecnologia usa material genético específico do paciente, o que diminui a chance de o corpo rejeitar o órgão transplantado.

Existe, porém, um longo caminho antes que essa tecnologia possa ser incorporada ao cotidiano. O próximo passo é ensinar ao coração como se comportar como um humano e realizar testes. Dvir esclarece que o teste do órgão impresso em animais é uma possibilidade e que ainda não existem previsões para o mesmo ser realizado em seres humanos.

Para saber mais sobre inovação, tecnologia e o ecossistemas de startups, siga nosso portal nas redes sociais. @PortalNeoRadar

Leia mais:
Hub da Mineração divulga projetos de startups selecionados para aperfeiçoar o setor mineral
Conheça a empresa de tecnologia com mais de 75% dos funcionários autistas
Projeto visa melhorar a vida de pessoas com mobilidade reduzida com tecnologia AI e robótica
Inteligência Artificial contribui para mobilidade de pessoas em situação de cadeira de rodas

Visualizações:
8580
Categorias:
Notícias

Ver também