Conheça 3 técnicas diferentes de problem solving dado por consultorias estratégicas

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Confira as técnicas para solucionar problemas da McKinsey & Company, Bain & Company e Boston Consulting Group

Não tem instituição que seja melhor em problem solving – ou resolver problemas – melhor do que as consultorias estratégicas. A principal função delas é orientar esse processo dentro de outras empresas. Por atuarem em contextos variados, elas precisam de metodologias que combinem flexibilidade e eficiência.

Conheça o passo a passo de problem solving das três maiores consultorias estratégicas do mundo, grupo apelidado de big three: McKinsey & Company, Bain & Company e Boston Consulting Group (BCG). Já que eles têm diferentes graus de detalhamento e números de etapas, avalie qual funciona melhor para o seu fim e ajuste o que for necessário.

McKinsey & Company

“Em geral, a aplicação disciplinada deste processo fundamental nos permite resolver problemas de qualquer tipo e promover impacto distinto do cliente”, afirma a consultoria global em documento em que detalha seu método.

O processo de problem solving da McKinsey tem sete passos e gira em torno de comunicação entre o equipe e entre a equipe e o cliente, sempre com o objetivo de afunilar em direção às respostas, a cada passo.

Trata-se de uma abordagem bastante flexível a ser adaptada aos mais diferentes contextos. As perguntas que a consultoria sugere a cada passo são um bom guia de como se orientar, mas elas precisariam de ajustes, dependendo do problema que se busca solucionar e a quem se direcionam as respostas.

1. Defina o problema

Pense no impacto: “O que preciso saber e como enquadrar o problema?”. Também é importante pensar na próxima etapa da iteração: “Quais são as próximas prioridades da equipe?”

2. Estruture o problema

Pense na fragmentação e na primeira hipótese: “Quais são os elementos chave do problema?” “Eles dão indicação inicial sobre a resposta?”

3. Priorize questões

Pense em impacto e eficiência: “Em que partes é mais importante focar?”

4. Planeje análises e trabalho

Pense em eficácia: “Como os recursos podem ser utilizados da melhor forma?”

5. Conduza análises

Pense em termos de “respostas”: “Qual é a abordagem mais simples baseada em fatos que provará ou refutará cada questão?”

6. Sintetize resultados

Pense “e agora?”: “Como utilizo as descobertas para contar uma história convincente?”

7. Desenvolva recomendações

Pense em ações possíveis: “Está claro o que o cliente precisa fazer e como fazer?”

Bain & Company

A Bain & Company, por sua vez, tem uma metodologia que se divide, a princípio, em quatro passos, ajustável e “muito aplicável em quase qualquer problema de negócio”, segundo Rafael Martines, gerente de projetos e membro da rede de Líderes Estudar, da Fundação Estudar.

Este método também contém passos de definição do trabalho e análises. No entanto, para a Bain, a principal etapa, segundo Rafael, é a primeira. A chamada Answer First consiste em, basicamente, criar respostas para a pergunta inicial. Daí em diante, o esforço é para provar estas respostas.

1. Responda primeiro

Apesar das respostas mudarem ao longo do projeto, este passo facilita o trabalho. Sem ele, “você corre o risco de olhar um monte de coisa e não responder o que é mais importante, ainda mais no meio de consultoria em que os prazos são, tipicamente, curtos”, explica o gerente de projetos. Esta ferramenta garante mais efetividade e menos esforços desnecessários, completa ele.

Nesta fase, às vezes, cabem ajustes que fazem com que a técnica de problem solving da Bain seja ainda mais flexível. Às vezes, por exemplo, “em vez de ter a resposta, você tem que ter quais os fatores para que aquele programa aconteça”, exemplifica Rafael.

2. Criando o plano de trabalho

“Quando você sabe o que está tentando provar e onde quer chegar, você consegue, com base nisso, entender quais são as análises a serem feitas”, diz o gerente de projetos.

Este passo, segundo ele, consiste em “pensar em quais são as análises que faltam serem feitas, definir quanto tempo cada uma delas vai tomar e quantas pessoas devem fazê-las”.

3. Desenvolva a apresentação

Neste penúltimo passo do problem solving, a etapa Responda primeiro continua servindo como orientação. A apresentação, no caso, mostra comprovação das respostas levantadas no começo.

Rafael exemplifica: “Se no answer first você falou que uma iniciativa x, y e z geraria X milhões de reais, você já tinha essa hipótese muito clara, o que você precisa fazer no develop é criar um storyline bem conciso, que consiga refletir e explicar bem como chegou a essa conclusão”.

Ainda que a etapa fale de “apresentação”, o gerente de projetos afirma que as consultorias, de forma geral, estão partindo para modelos que privilegiam apresentações com menos slides e mais discussões.

4. Entregue os resultados

“O delivery the results é especificamente fazer a apresentação e convencer o cliente a mudar as suas decisões”, diz Rafael.

Nesta fase, o foco principal não é simplesmente provar suas análises, mas sim procurar mover o cliente para uma ação – “que o cliente saiba o que fazer de diferente na segunda-feira de manhã”, explica. De preferência, de maneira alinhada com o que a consultoria sugeriu.

Boston Consulting Group (BCG)

“O BCG tem uma abordagem bastante estruturada chamada de Systematic Problem Solving que é a base de praticamente todos os trabalhos que fazemos”, conta o principal Marcelo Mattioli.

Dividido em três grandes passos, o método tem como objetivo garantir recomendações práticas e possíveis em curto espaço de tempo e com uso apropriado dos recursos disponíveis. Também prevê a distinção de hipóteses logo de início.

1. Estruture o problema

Primeira etapa, na qual os consultores buscam entender precisa e corretamente o problema. É o princípio fundamental da metodologia do BCG e prevê pensar e estruturar o contexto e as circunstâncias do tema que está em discussão e quais perguntas precisam ser respondidas, antes de começar a executar qualquer ação.

É a fase “mais crítica de todo o processo”, segundo Marcelo. “É muito difícil chegar às respostas corretas se as perguntas que você está fazendo estão erradas”, explica.

Aqui, são definidas as hipóteses de trabalho, a abordagem que será utilizada e quais análises serão necessárias.

2. Realize análises

O propósito de realizar análises é comprovar (ou não) as hipóteses definidas na primeira etapa.

“Você deve sempre começar uma análise já imaginando qual será o resultado final, mas ter flexibilidade para adaptar seus planos caso os resultados sejam contrários àquilo que você imaginava”, detalha o principal.

Ele ainda indica que esta fase deve contemplar um plano de trabalho que inclua coletar dados, priorizar os passos mais importantes e definir como será a execução.

3. Traduza resultados em insights e recomendações

Com base nos fatos e dados coletados, a terceira etapa promove constatação de quais suposições foram comprovadas e refutadas. A partir disso, o consultor procura entender como a combinação dos resultados respondem às perguntas iniciais definidas na estruturação.

É este último momento do Systematic Problem Solving em que os consultores determinam as recomendações que resolverão a questão para o cliente.

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