Com crise do WhatsApp, Telegram alcança marca de 500 milhões de usuários ativos

  • em 13 de janeiro de 2021

Um dos principais beneficiados pela polêmica envolvendo a política de privacidade do WhatsApp, o Telegram superou a marca de 500 milhões de usuários ativos mensais. A informação foi compartilhada pelo fundador do aplicativo de mensagens, Pavel Durov, em seu canal na plataforma.

“Na primeira semana de janeiro o Telegram superou os 500 milhões de usuários ativos mensais. Depois disso, ele continuou crescendo: 25 milhões de novos usuários entraram no Telegram somente nas últimas 72 horas. Estes novos usuários vieram de todos os lugares do mundo – 38% da Ásia, 27% da Europa, 21% da América Latina e 8% da MENA [Oriente Médio e Norte da África]”, publicou o programador russo.

Durov seguiu explicando que o aumento é significativo, principalmente se comparado a 2020, quando foram registrados 1,5 milhões de novos usuários diariamente. “Já tivemos outros aumentos de downloads durante nossos sete anos protegendo a privacidade dos usuários. Mas dessa vez é diferente”, disse.

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Recentemente, Pavel Durov também se pronunciou sobre rumores de que a plataforma iria passar a exibir propagandas como forma de monetização. O programador russo afirmou que a empresa nunca irá monetizar os dados dos usuários para lucrar com propaganda. “Nós nunca forçaremos você a ver anúncios de 30 segundos no Telegram” disse.

“Se introduzirmos anúncios, eles serão mostrados apenas nos grandes canais de ‘um para muitos’, que são caros de manter devido aos custos com servidores e tráfego (como o meu, @durov), e nunca direcionados com base em dados privados (como no Facebook). Ou seja, nada de coletar dados pessoais, criar perfis dos usuários, etc. E se você não usa um de nossos canais de um para muitos (que não existem em nenhum outro app de mensagens) você não verá um único anúncio sequer”, afirmou.

A declaração foi uma resposta a um usuário que afirmou “estar disposto a ver um ou dois anúncios de 30 segundos por dia, se isso ajudar”, após Durov ter explicado como pretende fazer a empresa ganhar dinheiro, agora que está se aproximando dos 500 milhões de usuários ativos.

Vender o Telegram a uma grande empresa, como fizeram os criadores do WhatsApp, está fora de questão. “O Telegram precisa continuar a servir o mundo como um exemplo de uma empresa de tecnologia que luta pela perfeição e integridade. E, como os tristes exemplos de nossos predecessores mostram, isso é impossível se você se torna parte de uma corporação”, declarou.

Segundo Durov, “todos os recursos do Telegram que são atualmente gratuitos continuarão gratuitos”, mas alguns novos recursos pagos, voltados a empresas e “power users”, serão pagos, já que exigirão mais recursos.

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