Chip reproduz atividades de neurônios

  • em 10 de dezembro de 2019

A tecnologia concedeu, nos últimos dias, um alento para os pacientes de Alzheimer e seus familiares. Foi, enfim, desenvolvido um chip capaz de reproduzir as atividades dos neurônios. A pequena peça, confeccionada em silício, foi criada por pesquisadores da Universidade de Bath, Inglaterra.

Os novos chips, que necessitam de apenas 140 nanoWatts para operar, poderão substituir no organismo os neurônios danificados, sobretudo por doenças degenerativas. Assim, a tecnologia poderá atenuar ou até resolver problemas cerebrais, cardíacos e lesões na medula espinhal.

“Nosso trabalho é paradigmático porque fornece um método robusto para reproduzir as propriedades elétricas de neurônios reais em mínimos detalhes”, diz Alain Nogaret, do Departamento de Física da Universidade de Bath, ao The Telegraph, de Londres. “Há doenças induzidas por esses neurônios que se decompõem, perdem sua função ou não se regeneram. Por isso é importante ter biocircuitos que possam substituir os defeituosos”.

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Aplicações para o chip

Nogaret e equipe ainda avançam nos testes. Os novos chips não foram aplicados em seres humanos. Porém, as respostas em camundongos foram positivas. A tecnologia trouxe mais estímulos aos cérebros dos animais. As peças conseguiram realizar atividades relacionadas, por exemplo, ao sistema respiratório. Os resultados podem ser acessados na última edição da revista Nature Communications.

Depois dos testes, os pesquisadores estudarão como aplicar o chip. Nogaret aponta novos caminhos. “Estamos desenvolvendo marcapassos inteligentes que não apenas estimulam o coração a bombear a um ritmo constante, mas usam esses neurônios para responder em tempo real às demandas”.

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